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O triunfo gordo do Al Nassr na receção ao Al Kholood (5-3), na última quinta-feira, ficou marcado pelos três golos de Cristiano Ronaldo, mas também pelo póquer de assistências de João Félix - duas delas para os primeiros tentos do CR7. Foi apenas mais um capítulo de uma ligação iniciada na época passada e que deu frutos de forma instantânea, com o título de campeão nacional que Ronaldo tanto ansiava desde que chegou à Arábia Saudita - e que fugia ao emblema de Riade desde 2018/19.
Neste período, ninguém fez mais passes para golos de Cristiano Ronaldo do que o colega de clube e de seleção: são agora oito, nas 47 partidas em que os dois coincidiram em campo, entre competições nacionais e continentais. O internacional português fugiu ainda mais nesta corrida específica a Sadio Mané (que ofereceu ao CR7 o terceiro da noite na quinta-feira), Kingsley Coman e Nawaf Boushal, todos com cinco assistências para o astro português desde o verão de 2025.
A conexão entre João Félix e Cristiano Ronaldo até já se havia iniciado há alguns anos: a 8 de setembro de 2020, Portugal venceu a congénere da Suécia por 2-0, na fase de grupos da Liga das Nações, com bis do CR7, tendo o segundo desses tentos sido obtido a passe de Félix. Já em outubro de 2023, na fase de apuramento para o Europeu do ano seguinte, o atual camisola 79 do Al Nassr tinha voltado a servir de bandeja o capitão da Seleção Nacional numa goleada por 5-0 na Bósnia-Herzegovina, antes de fazer ele próprio o gosto ao pé.
Curiosamente - ou talvez não -, o movimento oposto também já se verificou: na época passada, Cristiano Ronaldo somou quatro assistências e três delas foram precisamente para golos de João Félix (Sadio Mané foi o recetor do outro passe mortífero do avançado madeirense).
Na atual temporada, o camisola 7 regista apenas um passe para golo até ao momento, e foi Ângelo a beneficiar do serviço, na derrota por 2-1 em casa do Al Ittihad, em duelo a contar para a quinta jornada da liga saudita - o brasileiro é também o melhor assistente de João Félix, com seis passes para golo desde o início da última época.
Ronaldo distanciou-se ainda mais do argentino, que marcou três golos num jogo por 62 vezes até ao momento
O "hat-trick" de quinta-feira foi o 67.º da carreira profissional de Ronaldo, marcando ainda o fim de um período anormal de seca nesse sentido: o último datava já de 4 de maio de 2024, numa goleada por 6-0 sobre o Al Wehda.
Ao todo, são três "hat-tricks" do CR7 no gigante de Riade - quatro dos quais em 2023/24, então sob o comando de Luís Castro, época na qual apontou 50 golos (registo máximo até ao momento). Os outros dois tinham sido alcançados logo na primeira época, sendo que o primeiro até foi um póquer... também contra o Al Wehda.
O CR7 mantém-se assim como o futebolista no ativo com mais "hat-tricks": tem agora mais cinco do que Lionel Messi, que o conseguiu por três ocasiões desde que chegou aos Estados Unidos, a última das quais já esta época - numa partida em que até marcou quatro golos.
Antes do "hat-trick", Cristiano Ronaldo teve de "sofrer" com as revisões do VAR na partida frente ao Al Kholood, vendo dois golos anulados por fora de jogo ainda antes do intervalo. Ao todo, o CR7 viu cinco tentos revertidos em igual número de partidas desde a última paragem para os compromissos de seleções - depois de já ter tido outro golo anulado pelo mesmo motivo a 24 de setembro com o País de Gales, o seu último até ao momento pela Seleção - que o deixariam neste momento ainda mais perto dos tão desejados mil golos.