Inevitável? É uma derrota de Varandas. Desde o final da Taça que este cenário era previsível: dificilmente um treinador que já estava no fio da navalha, ainda para mais depois da derrota sofrida no Jamor, sobreviveria em Alvalade. Para complicar, o mercado leonino também não ajudou: saídas importantes, lacunas em posições-chave que não foram colmatadas e a chegada de jogadores provenientes de contextos muito diferentes, que naturalmente precisavam de tempo para se adaptar. Ou seja, os leões perderam cinco meses, que provavelmente já hipotecaram esta época. No entanto, a verdade é que, até ao jogo do Jamor, o percurso de Borges tinha sido positivo. Foi campeão num contexto muito adverso, venceu a Taça, conseguiu uma grande campanha na Champions e apresentou um futebol ofensivo que raramente se viu em Alvalade nas últimas duas décadas. E tudo isto enquanto tinha de lidar com a sombra de Amorim e com uma pressão da imprensa até algo desproporcionada.
Rui Borges já não é treinador do Sporting. O técnico foi demitido com efeitos imediatos e será substituído de maneira interina por Tiago Fernandes. “O Sporting Clube de Portugal informa que reuniu esta tarde com Rui Borges, treinador da equipa principal de futebol, tendo sido iniciadas conversações com vista à cessação do seu vínculo laboral. Tiago Fernandes assume, com efeitos imediatos, o comando técnico interino da equipa. O Sporting CP anunciará em breve o novo treinador da equipa principal de futebol”, pode ler-se no comunicado dos leões. Recorde-se que Borges esteve quase 2 anos à frente do Sporting, tendo conquistado um campeonato, uma Taça de Portugal e rubricado a melhor Champions dos verde e brancos.