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O Maisfutebol esteve à conversa com Rafinha, à boleia da Watch Party do Der Klassiker da Bundesliga, promovida pela DAZN, e aproveitou para falar da ligação do antigo lateral a Portugal. Pelo meio recordou o tempo que partilhou com Renato Sanches no Bayern Munique e o jovem Richard Ríos que conheceu no Flamengo.
Rafinha nunca representou um clube português, mas isso não o impediu de criar uma forte ligação a Portugal. Tudo começou em 2008, em plena Liga dos Campeões, e continua hoje nos amigos que tem a jogar no campeonato nacional.
O primeiro contacto foi à boleia de um duelo com o FC Porto. Nos oitavos de final da Liga dos Campeões, o Schalke 04 de Rafinha venceu na Alemanha por 1-0, perdeu pelo mesmo resultado no Estádio do Dragão e seguiu para as grandes penalidades. Na altura, Rafinha tinha apenas 23 anos, mas lembra-se muito detalhes todos os detalhes, em especial de ter sido o primeiro a assumir a responsabilidade na marca dos 11 metros na hora do tudo ou nada.
«Tenho muitas memórias desse jogo. Eu bati o primeiro penálti, contra um guarda-redes que também era brasileiro, o Helton. Foi o jogo em que o Manuel Neuer apareceu para o futebol… o melhor jogo da vida dele», começou por recordar.
«Foi a minha primeira vez em Portugal e fiquei feliz por conseguirmos eliminar o Porto nos penáltis. Foi uma experiência muito boa», acrescentou.
Portugal voltou a cruzar-se no seu caminho em 2015 e 2018, já com a camisola do Bayern. Primeiro no Dragão, onde o FC Porto ganhou por 3-1 e Rafinha foi suplente utilizado. Depois na Luz, onde o Bayern venceu o Benfica por 0-2, mas o lateral não saiu do banco.
Hoje, já depois de ter pendurado as chuteiras, o que o traz ao país são sobretudo os amigos que por cá vivem.
«Muitos deles são jogadores de futebol e estão na liga portuguesa. Por isso, sempre que posso, assisto aos jogos», explicou.
Do Bayern Munique, Rafinha guardou uma amizade com um português: Renato Sanches. Quando o conheceu, o ex-Benfica tinha apenas 18 anos, acabava de ser campeão da Europa por Portugal e era tido como uma enorme promessa.
Na altura, o brasileiro, já com vários anos de casa em Munique, aproximou-se do jovem e tentou ajudá-lo a lidar com a pressão. Reconhecia-lhe um grande potencial e, anos depois, essa opinião não mudou. Não dando muito peso às lesões que têm marcado a carreira do médio, o brasileiro só tem elogios a fazer.
«A carreira que o Renato Sanches está a ter até ao momento é espetacular. Foi muito cedo para o Bayern Munique, mas é um jogador com muita qualidade. Vai jogar ainda muitos anos ao mais alto nível. É um jogador por quem tenho muito carinho, um amigo que fiz no futebol», partilhou.
O caminho dos dois cruzou-se pela primeira vez na época 2016/17. Hoje, uma década depois, Rafinha não esconde o desejo de voltar a trabalhar com o internacional português.
Depois de anunciar o fim da carreira no início do ano, o antigo lateral direito tornou-se diretor desportivo do São Paulo e tem em Renato Sanches um dos nomes que gostava de ver no plantel.
«Queria levá-lo para o São Paulo, mas este ano o clube não estava em condições de investir. Era um sonho que eu tinha, um objetivo. Continuo a querer e estou a tentar, mas atravessamos alguns problemas financeiros e por isso não deu certo», explicou.
Sem equipa neste momento, o médio espera encontrar um novo clube em janeiro, e Rafinha deixa a porta aberta.
«O Renato é sempre uma possibilidade para qualquer clube do mundo. Tem muita qualidade e muita técnica e vai agregar muito onde quer que vá. Tomara que o São Paulo esteja melhor das pernas e a gente possa contratá-lo [no mercado de inverno]», atirou.
Há ainda outro caso que liga Rafinha ao futebol português: Richard Ríos, médio do Benfica cedido ao Al-Ittihad. No Flamengo, o antigo lateral partilhou com ele o centro de treinos, numa altura em que o jovem, com apenas 20 anos, tentava a sorte no plantel principal.
«Treinámos juntos algumas vezes, só não jogámos. Depois defrontei-o nos São Paulo-Palmeiras», recordou.
Ríos passou pelo Guarani e pelo Palmeiras antes de assinar pelo Benfica, em julho de 2025. Foi em Portugal que deu os primeiros passos no futebol europeu e, apesar de estar agora longe do continente, Rafinha vê nele muita margem de crescimento.
«É um grande jogador, um médio completo: marca, ataca, tem muita qualidade. Tenho a certeza de que vai amadurecer e ter o seu auge no futebol europeu», disse.
«Neste momento está na Arábia Saudita, mas tem potencial e qualidade para jogar na Europa. Esta passagem pelo Benfica, logo no início, acho que lhe mostrou o que se espera dele aqui na Europa», concluiu.