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A Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou, esta quinta-feira, que a Taça das Nações Africanas (CAN) continuará a realizar-se de dois em dois anos.
A decisão, aprovada por unanimidade pelo Comité Executivo do organismo, representa uma inversão da alteração anunciada em dezembro de 2025, quando tinha ficado estabelecido que a competição passaria a disputar-se de quatro em quatro anos.
O presidente da CAF, Patrice Motsepe, já tinha admitido a possibilidade de rever o calendário durante uma conferência estratégica realizada em Cabo Verde, entre 7 e 9 de outubro. A principal razão para o recuo está relacionada com a futura Liga das Nações Africanas, competição que deveria substituir a atual periodicidade da CAN, mas que, segundo a confederação, necessitará de vários anos para alcançar a capacidade financeira prevista.
«A decisão de realizar a CAN de dois em dois anos teve como base a promoção, a proteção e a defesa dos interesses do futebol africano e das 54 federações-membro da CAF, bem como dos jogadores africanos que representam clubes fora de África», explicou Motsepe, que reconheceu as dificuldades financeiras associadas à implementação da nova competição continental.
A próxima edição da CAN terá lugar em 2027, no Quénia, Tanzânia e Uganda. Estão também previstas edições em 2028, 2031 e 2033. A ausência de uma edição em 2030 está relacionada com a realização do Campeonato do Mundo nesse ano, uma vez que a CAF pretende evitar a coincidência entre as duas competições.
Com esta decisão, a confederação mantém o formato bienal que caracteriza a Taça das Nações Africanas desde 1968.