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Adenor Leonardo Bachi, conhecido como Tite, chegou ao Botafogo em setembro de 2026 prometendo “uma equipe equilibrada, que saiba fazer transição, com posse ou em velocidade”. O clube tinha 35 pontos, ocupava a 12ª posição e estava seis pontos à frente do Vasco, primeiro da zona de rebaixamento.
Em apenas seis rodadas sob seu comando, o time venceu uma vez, empatou outra e perdeu quatro, reduzindo o aproveitamento para 22%. A vantagem sobre o Corinthians, agora primeiro no Z‑4, caiu para apenas três pontos, mantendo o Botafogo na 12ª colocação, mas em alerta máximo.
Tite reconheceu a situação de alerta, admitindo que não há título estadual para mascarar o mau desempenho. O técnico, que já comandou a Seleção em duas Copas – apesar de ter fracassado na primeira – viu sua carreira despencar após passagens frustradas por Flamengo e Cruzeiro.
No Flamengo, dirigiu 70 jogos com 42 vitórias, 12 empates e 16 derrotas, aproveitamento de 65,7%, mas foi eliminado pela modesta equipe uruguaia Peñarol na Libertadores de 2024 e demitido em setembro daquele ano. No Cruzeiro, conquistou o Campeonato Mineiro em 2025 ao vencer o Atlético‑MG, mas saiu na sexta rodada do Brasileiro, após três empates e três derrotas, em 15 de março.
A trajetória de Tite tem contrastes marcantes: em 2018, era impossível ir ao cinema sem propagandas estreladas por ele; em 1982, o time de Telê Santana virou culto; em 1986, Telê levou Zico machucado, enquanto Tite fez o mesmo com Fred. Telê conquistou a Libertadores com o São Paulo em 1992 e 1993, enquanto Tite, campeão mundial com o Corinthians em 2012, não encontrou redenção.
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