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As dificuldades de fluxo de caixa e gestão financeira voltaram a gerar cobranças nos bastidores da Vila Belmiro. De acordo com apuração do ge, o Santos atrasou o pagamento de parcelas de uma dívida trabalhista com o lateral-direito JP Chermont, de 20 anos, negociado em setembro com o Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos.
Os montantes em aberto dizem respeito a verbas rescisórias legais acumuladas durante a passagem do Menino da Vila pelo clube, como férias vencidas, férias proporcionais e 13º salário. Embora tais obrigações devessem ter sido liquidadas à vista no momento do distrato, o atleta aceitou parcelar o débito em cinco vezes para facilitar a operação — contudo, duas dessas parcelas já venceram e não foram quitadas pelo Peixe.
O atraso surpreendeu o estafe do jogador devido ao recente aporte financeiro recebido pela própria transferência. O Sharjah FC já depositou nos cofres alvinegros a quantia de US$ 2,5 milhões (aproximadamente R$ 13,7 milhões na cotação atual) pela compra dos direitos econômicos do jovem lateral.
A expectativa da equipe que cuida da carreira de Chermont era de que, com a liquidez imediata gerada pela entrada dos recursos em moeda estrangeira, a diretoria santista regularizasse a pendência trabalhista de forma prioritária, o que ainda não aconteceu. Procurada pela reportagem do ge, a diretoria do Santos não se pronunciou de imediato sobre o cronograma de acerto.
A inadimplência no acordo com JP Chermont soma-se a uma série de outros compromissos que pressionam o caixa alvinegro nesta reta final de temporada. Além da recente condenação de R$ 11,3 milhões na CNRD relativa a pendências com o lateral Mayke, o clube lida com restrições operacionais e tenta viabilizar a compra em definitivo de Gabriel Barbosa junto ao Cruzeiro.
Paralelamente, a suspensão da Assembleia Geral que votaria a SAF e o adiamento das decisões institucionais para o período pós-eleitoral de dezembro deixam o departamento financeiro do Peixe sob monitoramento constante de credores e da Justiça desportiva.