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Um trio formado por Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Neymar continua à frente dos rendimentos do futebol mundial. Os três disputam a liderança em salários, direitos de imagem, participações em empresas e contratos publicitários, segundo o levantamento global de rendimentos divulgado em 19 de outubro de 2026.
Pela quarta temporada seguida, Ronaldo e Messi ocupam as duas primeiras posições, sequência que se repete pela 12ª vez em um intervalo de 13 anos. Neymar teve a remuneração reorganizada depois de deixar a Arábia Saudita e voltar ao futebol paulista. Os três atuam em modelos de contrato diferentes, na Liga Saudita, na Major League Soccer (MLS, principal liga de futebol dos Estados Unidos) e no Campeonato Brasileiro, mas seguem no topo do patrimônio acumulado no esporte.
Com US$ 300 milhões em ganhos anuais antes de impostos, Cristiano Ronaldo lidera o ranking da temporada 2026-2027. Aos 41 anos, o atacante português recebe mais que o dobro do valor previsto para Lionel Messi, o segundo colocado. Ele também é o primeiro atleta em atividade a ultrapassar US$ 2 bilhões em receitas brutas acumuladas na carreira.
Grande parte da renda do português vem do contrato com o Al Nassr, clube da Arábia Saudita, válido até junho de 2027. O acordo prevê entre US$ 235 milhões e US$ 250 milhões por temporada em salários fixos, bônus e obrigações comerciais ligadas ao clube. Em euros, o salário base chega a cerca de 208,4 milhões por ano, o que equivale a 17,37 milhões por mês ou 4 milhões por semana.
Com patrocinadores globais como Nike e Herbalife, o camisa 7 acrescenta entre US$ 50 milhões e US$ 65 milhões por ano à renda. Academias, hotéis, perfumes, roupas e imóveis de alto padrão sustentam um patrimônio líquido estimado entre US$ 1,4 bilhão e US$ 1,92 bilhão. Ele também comprou uma participação societária de 25% no UD Almería, clube da Espanha.
Entre 2024 e 2026, os ganhos de Neymar passaram por uma reformulação. Na passagem pelo Al Hilal, entre 2023 e o início de 2025, o atacante recebia US$ 80 milhões por ano em salário, valor que chegava a US$ 108 milhões a US$ 110 milhões com publicidade. Naquele período, ele ocupava o sétimo lugar no ranking mundial.
O Santos confirmou a permanência de Neymar em 6 de janeiro de 2026, com validade até 31 de dezembro de 2026. Com o novo vínculo, o jogador tem o maior salário registrado em carteira do futebol brasileiro, mas deixou a lista dos dez maiores do mundo. Ele aparece na 11ª posição global, com US$ 38 milhões anuais, sendo US$ 10 milhões em campo e US$ 28 milhões fora dele.
Na folha do clube, Neymar recebe entre R$ 4,14 milhões e R$ 4,5 milhões fixos por mês. No total anual, a conta chega a cerca de R$ 53,8 milhões, R$ 1,5 milhão acima do segundo colocado do país, o holandês Memphis Depay, do Corinthians.
Pelo contrato com o Santos, presidido por Marcelo Teixeira, Neymar pode ficar com até 90% das receitas de projetos de marketing e licenciamento ligados à sua imagem. A NR Sports, empresa da família administrada por seu pai, Neymar da Silva Santos, recebe um montante mínimo de R$ 85 milhões (cerca de US$ 15 milhões) pelos direitos de imagem. Débitos anteriores de R$ 90 milhões e R$ 95 milhões ficaram repactuados e parcelados até o fim de dezembro de 2026. Somando salário, gatilhos de produtividade e repasses comerciais, o ganho mensal pode chegar a R$ 21 milhões.
No acumulado de 16 anos de carreira, o patrimônio de Neymar aos 34 anos é calculado em até R$ 6,5 bilhões nos levantamentos nacionais. Estimativas internacionais de liquidez apontam entre US$ 200 milhões e US$ 400 milhões, ou R$ 1,5 bilhão a R$ 2,4 bilhões. Ele mantém cerca de 20 contratos publicitários ativos, liderados pela Puma, que rende R$ 140 milhões por ano, além de parcerias com Red Bull e Mercado Livre. Os bens imobilizados passam de R$ 500 milhões e incluem mais de 150 imóveis, um jato avaliado entre R$ 250 milhões e R$ 280 milhões e uma réplica do Batmóvel comprada por US$ 1,5 milhão, cerca de R$ 8,3 milhões.
Nos Estados Unidos, o argentino mantém a segunda posição entre os jogadores mais bem pagos do mundo. Pelo Inter Miami, na MLS, ele tem rendimentos estimados entre US$ 140 milhões e US$ 150 milhões, com a marca de US$ 145 milhões consolidada nos levantamentos de outubro de 2026. Nas temporadas anteriores, o total registrado havia sido de US$ 135 milhões.
Com a franquia, Messi recebe entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões por ano em salários e bônus de campo, além de uma cláusula de participação acionária no Inter Miami CF. Já a renda extracampo, entre US$ 70 milhões e US$ 75 milhões, vem de acordos comerciais, como a participação nos lucros das assinaturas de transmissão da Apple, as vendas de produtos da Adidas e patrocínios antigos com a Pepsi.
Em 2026, a fortuna do argentino passou de cerca de US$ 650 milhões para algo perto de US$ 1 bilhão. Na área imobiliária, a sociedade Edificio Rostower SOCIMI reúne hotéis, escritórios e propriedades na Europa avaliados em cerca de US$ 200 milhões. A empresa abriu capital na bolsa em 2025, com avaliação de 223 milhões de euros, e comprou o antigo centro comercial Via Wagner por 11,5 milhões de euros (US$ 13,5 milhões). Messi também é cofundador da Más+ Next Generation Beverage Co., que lançou a bebida Más+ by Messi com a Mark Anthony Brands, e criou a produtora 525 Rosario com a Smuggler Entertainment.
Atletas da nova geração passaram a figurar entre os dez primeiros em 2026, mas Ronaldo e Messi continuam nas duas primeiras posições. Entre os nomes que alteraram a lista estão o francês Kylian Mbappé, o norueguês Erling Haaland, o brasileiro Vinícius Jr. e o espanhol Lamine Yamal.
Kylian Mbappé, do Real Madrid, aparece em terceiro lugar, com ganhos entre US$ 95 milhões e US$ 105 milhões. Desse total, US$ 70 milhões vêm de campo e US$ 25 milhões de patrocínios.
Erling Haaland, do Manchester City, ocupa a quarta posição, com entre US$ 80 milhões e US$ 85 milhões. O valor se divide em US$ 60 milhões de salário e bônus e US$ 20 milhões em receitas comerciais.
Vinícius Jr., do Real Madrid, ficou em quinto lugar no ranking global. Ele lidera os brasileiros em rendimentos anuais em 2026.
Em edições passadas, quando Neymar atuava no Al Hilal, Ronaldo registrava ganhos de cerca de R$ 2,7 milhões por dia, seguido por Neymar, com R$ 2,2 milhões, e Messi, com R$ 820 mil. Com o acordo de US$ 300 milhões por ano no Al Nassr, a média diária bruta do português passa de US$ 821 mil, o que equivale a mais de R$ 4 milhões por dia na conversão cambial. No caso de Neymar, o pacote máximo com o Santos, que inclui direitos de imagem de R$ 21 milhões por mês, equivale a cerca de R$ 700 mil por dia, antes dos 20 patrocínios globais.
Campanhas publicitárias pagas por publicação, na casa de milhões de dólares, fazem parte da estratégia de Ronaldo e de Neymar nas redes sociais. Messi, por sua vez, aposta em participação societária e em licenciamento de longo prazo. Os prazos dos vínculos são distintos: o de Neymar com o Santos vai até 31 de dezembro de 2026, e o de Ronaldo com o Al Nassr, até junho de 2027.