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Cristiano Ronaldo voltou a ser criticado por Erik Ten Hag, antigo treinador do português no Manchester United, em 2022. Foram poucos meses de convivência, mas muito turbulentos.
O neerlandês, agora diretor técnico do Twente, disse numa entrevista à ESPN que Cristiano Ronaldo não se entregava diariamente e isso prejudicava a equipa.
«Qualquer equipa de topo tem de apoiar o seu melhor jogador, mas o melhor jogador também tem de se submeter às necessidades da equipa. Era simplesmente esse o problema com o Ronaldo. Ele já não conseguia obrigar-se a sacrificar-se mais. A dar o máximo todos os dias. A manter-se em forma. Se não se estiver em forma na Premier League, não se tem hipótese nenhuma. Ele ainda consegue concretizar as oportunidades. Isso ainda se vê. Mas se já não conseguires entrar na grande área...», lamentou Ten Hag.
Mas o declínio do português já era anunciado alguns anos antes, segundo Erik Ten Hag. No fundo, desde que saiu do Real Madrid.
«Ele faz parte do grupo dos grandes do futebol mundial. Mas a realidade é também que não tem conseguido dar o seu melhor nos últimos sete ou oito anos. A partir da Juventus, acabou-se simplesmente. E isso é também o grande trunfo do Real Madrid. Eles percebem quando um jogador está a perder nível. Depois, separam-se dele num momento em que, aos olhos do mundo exterior, ele ainda está no auge, mas, na verdade, já não consegue dar o seu melhor», afirmou.
Em contraposto, Ten Hag elogiou a forma como Lionel Messi tem gerido o final de carreira.
«Isto é admirável no Messi. Como as coisas funcionaram na seleção da Argentina. Foi fantástico de se ver. Mas também requeriu um grande investimento do Messi. Todos juntaram-se em volta dele e trabalharam por ele, mas ele deu muito em troca», argumentou Ten Hag.
As declarações surgem semanas depois de Erik Ten Hag quebrar o silêncio sobre Ronaldo, numa entrevista ao The Athletic, em que deu exemplos de exercícios em que Cristiano não cumpriu com o pedido.
Erik Ten Hag colocou Ronaldo no banco de suplentes em várias ocasiões. O avançado marcou apenas três golos em 16 jogos sob o comando do neerlandês, antes de rescindir em janeiro, após uma entrevista bombástica a Piers Morgan.