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É mais um dos incontáveis escândalos de Gianni Infantino. O presidente da FIFA é acusado agora de não ter pago impostos nos Estados Unidos da América nos anos fiscais de 2024, 2025 e 2026. A razão? A FIFA pagou por ele.
O jornal Le Monde teve acesso a documentos que comprovam esta alegação e divulgou a notícia nesta segunda-feira. O prejuízo causado à FIFA será de cerca de 4 milhões de dólares.
Este período coincide com a mudança de residência de Infantino para a cidade de Miami, em preparação para o Mundial 2026 realizado na América do Norte.
Segundo os documentos, o mecanismo de «equalização fiscal» adotado pela FIFA para evitar conceder vantagem financeira ou causar prejuízo aos funcionários que se mudaram para os Estados Unidos a fim de trabalhar na organização do Mundial deveria limitar-se aos trabalhadores da entidade, sem abranger os dirigentes eleitos, entre eles Infantino.
O presidente do Comité Independente de Governança, Auditoria e Conformidade da FIFA teve um papel importante para viabilizar este pagamento irregular dos impostos. Curiosamente, o advogado Bruno Chiomento é amigo de longa data de Infantino e recebe várias benesses (é dos únicos dirigentes a receber ordenado em francos suíços em vez de dólares e foi o único presidente de um Comité a receber a distinção de VIP no Mundial, que lhe permitiu ver qualquer partida ao vivo à discrição).
O contestado presidente da FIFA deve disputar as eleições para um novo mandato a 18 de março, na cidade canadiana de Vancouver, sendo o único candidato declarado até o momento.