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A possibilidade de Paulo Fonseca deixar o Lyon para assumir o comando técnico do Sporting ganha cada vez mais força. Como tem sido noticiado em França, o treinador português continua sem renovar contrato com o clube francês, válido até junho do próximo ano, e estará, acima de tudo, desagradado com a política desportiva do emblema gaulês.
Depois de perder jogadores importantes no último verão, entre eles Malick Fofana e Diego Alfonso, o Lyon prepara-se para uma nova vaga de saídas na reabertura do mercado, em janeiro. Tyler Morton, Noah Nartey, Khalis Merah e Pavel Sulc são alguns dos nomes que poderão abandonar o plantel. Um cenário que estará a preocupar Paulo Fonseca, sobretudo pelas dificuldades em manter uma equipa competitiva e alcançar os quatro primeiros lugares da classificação, objetivo que permitiria garantir o apuramento para a Liga dos Campeões.
Perante este contexto, o técnico português pretenderá deixar o clube, que, segundo a informação avançada, não deverá colocar entraves à sua saída. O salário do treinador, na ordem dos 400 mil euros mensais, representa também um encargo significativo de que o Lyon não se importaria de prescindir, tendo em conta a atual realidade financeira.
Mas há outro elemento que poderá desempenhar um papel importante nas negociações entre Lyon e Sporting: uma dívida pendente de aproximadamente 5,5 milhões de euros. De acordo com a imprensa francesa, o Lyon ainda tem por regularizar esse valor junto dos leões, referente à mais-valia da transferência de Afonso Moreira para o Bayer Leverkusen. O jovem extremo foi contratado pelo OL por cerca de dois milhões de euros, em 2025, antes de ser negociado com os alemães por um valor próximo dos 30 milhões, no último mercado de transferências.
Esta dívida poderá, assim, entrar nas conversações entre os dois clubes e ajudar a desbloquear um eventual acordo para a chegada de Paulo Fonseca a Alvalade, nomeadamente através de uma redução do montante em dívida.
Mas há mais. Segundo informações que circulam desde este fim de semana, elementos da equipa técnica do treinador português já terão começado a retirar os seus pertences pessoais dos cacifos. Uma atitude que terá sido muito mal recebida pela estrutura do clube.