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O FC Porto regressou a Sevilha e teve o mesmo resultado de 2003, que valeu a Taça UEFA erguida por Jorge Costa. O 3-2 no La Cartuja, desta vez, foi adverso, num embate em que não houve gestão da vantagem nem das emoções.
O Lask Linz marcou três golos ao Liverpool e acabou goleado por 6-3, a Roma colocou três vezes a bola na baliza do Real Madrid e perdeu 4-3, o City bisou contra o PSG, mas sofreu em dobro e o FC Porto, exatamente tal como os italianos do Como, também fez o mais difícil nestes jogos de grau máximo de exigência e terminou a partida com um amargo de boca.
É a Liga dos Campeões ao seu melhor estilo, capaz de produzir espetáculos verdadeiramente emocionantes e resultados fora do comum, com os artistas a soltarem-se para grandes exibições ou a apagarem-se com efeito contágio a toda a equipa. De regresso a Sevilha, ainda por cima ao La Cartuja, os dragões viveram um pouco as diferentes sensações. Entraram a enviar uma bola à trave, sofreram o 1-0, operaram a reviravolta de forma sensacional e não resistiram ao ataque final do Bétis, que carimbou a vitória com um golo de Isco de penálti, com recurso ao controlo remoto do VAR.
Era uma visita especial a uma casa de grandes memórias, onde Jorge Costa erguera o troféu da Taça UEFA em 2003, mas o 3-2 frente ao Celtic foi, desta vez, desfavorável aos portuenses, que não souberam gerir a vantagem nem as emoções, perante bancadas repletas que tornaram o ambiente incrível. Com duas derrotas em dois jogos, ao contrário do percurso imaculado do Sporting na mesma competição, o FC Porto joga agora quase com obrigação de não voltar a tropeçar.
O próximo obstáculo é já na próxima semana, frente ao PSV, e só a vitória interessa. Com o Dragão a ferver tudo será mais fácil, até esquecer os erros de Francisco Moura. Por muito complicado que isso pareça...