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O Maisfutebol esteve à conversa com Rafinha, à boleia da Watch Party do Der Klassiker da Bundesliga, promovido pela DAZN, e aproveitou para falar sobre os treinadores que mais o marcaram.
Rafinha trabalhou com alguns dos maiores treinadores da história do futebol mundial. Entre os quais, Pep Guardiola, Jupp Heynckes, Carlo Ancelotti e Jorge Jesus.
Quatro nomes fortes, mas a conversa acabou por fixar-se em apenas dois, Guardiola e Jesus, que para Rafinha tanto têm de comum como de diferente: pensam o jogo de forma parecida, mas cada um tem o seu estilo.
«São dois treinadores que prezam muito o detalhe e que montam as equipas para ter a bola e dominar o jogo. Têm características muito semelhantes, com o Jorge Jesus a insistir um pouco mais, e com muito mais atenção, na parte defensiva. É aí que acho que ele é um dos melhores treinadores do futebol: prepara muito bem a defesa, do meio-campo para trás», começou por explicar.
«O Pep Guardiola exige mais a presença da equipa com a posse de bola, para a reter e não a perder com facilidade. As equipas dele têm sempre 70 por cento ou 80 por cento de posse e conseguem atacar espaços que nós, jogadores dentro do campo, não conseguimos ver. Com a experiência, a visão e a leitura de jogo que tem, consegue passar isso aos jogadores», prosseguiu.
«Por isso, fico com o Jorge Jesus na parte defensiva e com o Guardiola na parte ofensiva. Mas os dois montam equipas para dominar as partidas e têm também em comum a exigência. São treinadores muito, muito exigentes, e é por isso que têm sucesso nas carreiras», rematou.
Jorge Jesus construiu, ao longo de quase quatro décadas como treinador, uma carreira exímia. Por onde passou, deixou a sua marca. Com passagens pelo futebol português, brasileiro, turco e saudita, Jesus conquistou algo mais do que o carinho dos adeptos: títulos.
Falta-lhe, no entanto, aquilo que os outros grandes treinadores por quem Rafinha foi orientado têm no currículo: uma passagem pelas principais ligas de futebol da Europa. Será que isso o torna menos competitivo que os restantes?
«Não é que o mister não seja competitivo. São sistemas e mentalidades diferentes», afirmou.
«Nunca treinou em Espanha, em Inglaterra, na Alemanha, em Itália ou em França. Se tivesse a oportunidade de dirigir uma equipa nestes campeonatos, tenho a certeza de que se sairia bem também. Teria o mesmo sucesso que teve no Brasil, no futebol árabe e em Portugal», acrescentou.
«Tem toda a qualidade e muita competência para trabalhar nessas ligas europeias», concluiu.