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Três pontos no bolso. Nove no total ao fim de quatro jornadas na prova milionária. Seguem-se (na teoria) os quatro jogos mais difíceis desta fase da competição e Paulo Fonseca certamente deverá ter prestado muita atenção a este jogo. As notas a retirar são positivas, sobretudo na vontade que a equipa demonstrou durante os 90 minutos.
Para os que esperavam poucas mudanças no primeiro jogo «pós» Rui Borges, não podiam estar mais enganados. Tiago Fernandes arriscou e trouxe para o relvado um sistema de três centrais que, outrora, foi de muito sucesso.
Nota para a estreia de Eduardo Felicíssimo na Liga dos Campeões, com apenas 19 anos, e a parceria de Luis Suárez e Fotis Ioannidis na frente de ataque do Sporting.
Entrou com maior personalidade a equipa da «casa». Com boa capacidade para ter bola, o Shakhtar foi atraindo o Sporting e explorando a velocidade dos homens mais adiantados no terreno. A verdade é que o primeiro lance de perigo pertenceu à equipa lusa, que teve nos pés de Maxi Araújo a oportunidade de fazer o 1-0. Valeu um desvio providencial num adversário.
Do lado direito, um duelo muito particular entre Geny Catamo e Pedro Henrique. A realização chegou mesmo a mostrar os melhores momentos, uns com o moçambicano em evidência, outros com o brasileiro a sair por cima. Oportunidades, essas foram escassas no primeiro tempo.
Já em cima do intervalo, Kauã teve nos pés a melhor ocasião de golo e foi de levar as mãos à cabeça. Ao segundo poste, o camisola nove do Shakhtar teve tudo para inaugurar o marcador, só que o pontapé levou a bola até à bancada. É daqueles momentos que qualquer pessoa sentada no sofá diria: “Até eu marcava”.
Apito do árbitro e tudo para os balneários. A paragem fez bem aos leões e Tiago Fernandes passou bem a mensagem. Foi apenas necessário jogar uma vez pelo corredor central e o estrago foi notório. Silas Andersen picou a bola para Suárez, que viu o adversário desviá-la para a zona do médio italiano e o resto é classe.
Uma finalização rasteira e sem qualquer hipótese de defesa para o guarda-redes. Festa sportinguista em Stamford Bridge. Diria mesmo, um autêntico delírio entre adeptos e jogadores. Cresceu o Sporting e seguiram-se duas ocasiões de muito perigo para os visitantes. Suárez não conseguiu dar a melhor direção ao cabeceamento e a mesma estratégia permitiu a Quaresma obrigar Riznyk a uma defesa fantástica.
Doumbia adianta os leões em Londres 🦁
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— sport tv (@sporttvportugal) November 3, 2026
Perante esta fase positiva do adversário, Arda Turan viu-se obrigado a ir ao banco encontrar soluções para os seus problemas. A verdade é que Alisson Santana foi criando muitos problemas a Maxi Araújo, de tal forma que o uruguaio passou completamente ao lado do jogo. Sem dúvida, o melhor elemento na equipa ucraniana durante os 90 minutos. Tem muita qualidade naquele pé esquerdo.
A verdade é que o Sporting soube sofrer. Teve de o fazer, aliás, perante o caudal ofensivo do Shakhtar. Na tentativa de resgatar um empate, os lances de perigo junto da baliza de Rui Silva sucederam-se e o guardião português agigantou-se entre os postes para evitar o 1-1.
Capítulo fechado na Champions, segue-se a receção ao Moreirense. Resta saber se com (ou sem) Paulo Fonseca no banco de suplentes.
Uma das boas individualidades dentro do coletivo leonino em Londres. Todo o meio-campo esteve em evidência, mas o dinamarquês destacou-se pela capacidade de ter bola e recuperá-la aos adversários. Saiu dele o passe que terminou no golo de Doumbia. Sempre intenso nos duelos, nunca virou a cara a um lance e mostrou-se a Paulo Fonseca na maior montra de todas: a Liga dos Campeões.
Na primeira parte, ficou sempre a sensação de que o Sporting apostava pouco no jogo pelo corredor central. A verdade é que regressou dos balneários uma equipa diferente e o golo surgiu precisamente nessa zona do campo. Alguma sorte para o médio italiano, que recebeu a bola dentro da área e aproveitou para fazer o gosto ao pé.
Tal como pode ler na crónica, foi o elemento em maior destaque na equipa do Shakhtar. Muito forte no um para um, remate fácil e um autêntico terror para Maxi Araújo. Teve diversas ocasiões para ser feliz e enviou, inclusive, um remate ao poste da baliza defendida por Rui Silva. Com apenas 21 anos, não deve demorar muito até ter os «tubarões» da Europa aos seus pés.