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José Mourinho, treinador do Real Madrid, fez a antevisão ao jogo em casa do AEK, da quarta jornada da Liga dos Campeões
Este Real Madrid pode chegar ao nível daquela que orientou na primeira passagem? "Não gosto de fazer comparações, nem entre jogadores, nem entre equipas, nem entre momentos. Estamos a falar de há muitos anos atrás. A sério, não gosto. Esta equipa tem um grande potencial, sem dúvida. A outra também o tinha e ganhou muitos títulos. Esta equipa ainda não ganhou nada, está no início. Vamos ver o que o futuro nos reserva, mas estou muito contente com o plantel e com os jogadores que tenho."
Como seria ganhar a Champions depois de o ter feito com FC Porto e Inter? "Seria a terceira com três clubes diferentes. Seria conquistá-la com o maior clube do mundo. Mas estamos a falar de situações hipotéticas e eu prefiro as situações reais. E a realidade é que ainda nos faltam pontos para nos classificarmos. Enquanto não nos classificarmos, não vou falar nem sequer dos oitavos-de-final. Amanhã é um jogo difícil, mas depois desta viagem inoportuna entre dois jogos importantes do campeonato, já que estamos aqui, temos de ganhar."
Diz que espera um jogo muito difícil: "São os campeões. Tivemos de enfrentar muitos campeões nestes oito jogos. A Grécia é sempre difícil. O Real Madrid, rei da Europa, em oito visitas, só venceu uma vez na Grécia. Joguei aqui duas vezes, há muitos anos, e sei como é difícil jogar neste tipo de ambiente. Eles também têm um calendário muito complicado na Liga dos Campeões e, com certeza, pensam que, em casa, é a melhor oportunidade que têm para somar pontos. Além disso, qualquer adversário que veja a camisola branca à sua frente fica extremamente motivado. É um jogo em que temos de estar no nosso melhor e, se não estivermos, não vamos ganhar."
De quanto tempo precisa para chegar à perfeição? "Três anos. Três épocas."
José Mourinho lamentou esta terça-feira a morte de Jesús de Miguel, avançado do Tenerife, aos 30 anos, depois de ter sofrido uma paragem cardiorrespiratória na sequência de um choque com Jesús Owono, guarda-redes do Andorra, num jogo da segunda divisão espanhola.
"São as palavras de todos. É algo muito marcante para pessoas como nós, que estamos todos os dias em campo, em competição. É duro, é triste. As palavras e os sentimentos vão todos para a família e os amigos do Jesús. Deve ser um momento muito difícil para o outro jogador envolvido na situação [Owono]. É triste para todos", afirmou o treinador do Real Madrid, na antevisão ao jogo em casa do AEK, da quarta ronda da Champions.