Voltar
Siga A Crítica de Campo Grande no Google
Veja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.
Siga A Crítica de Campo Grande no Google
Veja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.
A expulsão de Neymar no empate entre Santos e Bahia ganhou novos detalhes nesta segunda-feira (26), após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgar o áudio da comunicação entre o árbitro Sávio Pereira Sampaio e a equipe do VAR. A gravação mostra que o camisa 10 recebeu o cartão vermelho por cobrir a boca enquanto discutia com Rodrigo Nestor, em um lance enquadrado na regra conhecida como “Lei Vini Jr.”.
A confusão ocorreu no início do segundo tempo, na Vila Belmiro, quando os jogadores retornavam do intervalo. Neymar e Nestor já haviam discutido durante a primeira etapa, e o atacante santista voltou a confrontar o adversário. O árbitro não percebeu o momento em que o jogador colocou a mão sobre a boca e só tomou conhecimento da situação após reclamações dos atletas do Bahia e alertas da arbitragem de vídeo.
O responsável pelo VAR, Paulo Renato Moreira da Silva Coelho, foi o primeiro a chamar a atenção para o comportamento do santista. “Sávio, olha aí o Neymar está fazendo gracinha com o Nestor”, afirmou. Em seguida, a assistente Andrea Izaura Maffra Marcelino informou que o gesto havia se repetido. “Foi de novo. Tá colocando a mão na boca. O jogador tá apontando”, relatou.
Diante das reclamações, Sávio pediu que a equipe de vídeo verificasse se havia ocorrido alguma ofensa. O VAR confirmou que Neymar havia coberto a boca, mas deixou claro que não era possível identificar o conteúdo da conversa.
“Sávio, o Neymar coloca a mão na boca. Ofensa não sei se houve porque ele coloca a mão na boca. Se você quiser eu tenho as imagens para uma revisão. Eu tenho a imagem clara dele tapando a boca. É passível de uma revisão”, explicou Paulo Renato.
A discussão entre os profissionais da arbitragem passou a considerar as circunstâncias do lance. A assistente Andrea alertou para a necessidade de verificar o enquadramento da situação no protocolo, enquanto Daniel Victor Costa Silva destacou que o gesto precisava ocorrer durante uma discussão para justificar a punição.
Depois de analisar as informações recebidas, Sávio concluiu que Neymar havia coberto a boca em um momento de confronto com o adversário. “Foi confusão. Ok, o jogador tapou a boca e foi confrontar o seu adversário. Decisão: cartão vermelho”, anunciou o árbitro.
A chamada “Lei Vini Jr.” busca combater ofensas e manifestações discriminatórias no futebol, incluindo situações em que jogadores escondem a boca durante discussões. No episódio envolvendo Neymar, o áudio divulgado não comprova que tenha ocorrido uma ofensa discriminatória. A decisão foi baseada no gesto realizado durante o confronto.
Ao deixar o gramado, Neymar criticou a expulsão e acusou Rodrigo Nestor de agir de maneira desleal. O atacante reconheceu que errou ao colocar a mão sobre a boca, mas afirmou que não havia feito nenhuma declaração ofensiva naquele momento.
“A gente estava na resenha ali no meio de campo, brincando, dando risada um com outro, daí fui falar com o Nestor, pô, tipo assim, eu errei mesmo de ter colocado a mão na boca, mas nem tinha falado nada e ele já tinha levantado a mão”, afirmou o santista, que também chamou o episódio de “a maior safadeza do futebol”.
Imagens da partida ainda registraram outros momentos de irritação de Neymar, incluindo ofensas dirigidas ao volante do Bahia e um empurrão no técnico Rogério Ceni.
Com o cartão vermelho direto, Neymar deverá desfalcar o Santos em duas partidas, conforme as informações divulgadas sobre o caso. A situação também poderá ser analisada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), com possibilidade de uma punição maior, que pode chegar a seis jogos de suspensão. Restando seis rodadas para o encerramento do Campeonato Brasileiro, uma eventual penalidade poderá comprometer sua participação na reta final da competição.