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Num embate minhoto quezilento, ainda com resquícios do jogo de quinta-feira a contar para a Taça da Liga, o Sp. Braga regressou aos triunfos na Liga um mês e meio depois. Os guerreiros bateram o Famalicão (3-0) com golos de Ricardo Horta, Pau Victor e Victor Rofino, na própria baliza, naquele que foi o primeiro triunfo nas provas internas de Franclim Carvalho.
As redes apenas abanaram na segunda metade, após um arranque de jogo pachorrento. Uma bomba de Ricardo Horta, de primeira a encher o pé esquerdo, abriu o caminho do triunfo num jogo em que a equipa arsenalista apresentou um novo esquema tático.
Para este segundo round do duelo minhoto entre Sp. Braga e Famalicão as equipas apresentaram-se, tal como era de esperar, com muitas mexidas no onze. Na equipa da casa foram quatro as mexidas operadas por Franclim Carvalho, enquanto que no conjunto famalicenses Ricardo Silva, interino que está em sintonia com o presidente, mexeu cinco peças da sua equipa.
Um novo sistema, domínio mas sem o caminho das redes
Mais do que as mudanças de elementos, a principal novidade foi a tal alteração do sistema tático no Sp. Braga. Ao quarto jogo no comando técnico dos bracarenses, Franclim Carvalho abdicou do sistema de três defesas implementado há mais de um ano por Carlos Vicens, optando pelo 4x2x3x1, numa alteração sempre complexa num curto espaço de tempo.
À flor do relvado, o jogo acabou por ser demasiado quezilento, com muitas faltas, excesso de empurrões, duelos evitáveis, berros incompreensíveis e, espremido isso, pouco futebol para amostra. Os guerreiros assumiram as despesas do jogo, mas para lá da posse de bola, não conseguiram ser efetivos e criar lances de verdadeiro perigo junto da baliza de Carevic.
Por seu turno, o Famalicão limitou-se a ser organizado. Teve sucesso nisso, mas no plano da construção de jogo foi praticamente inexistente. Não conseguiu articular jogo, sentiu dificuldades com bola e praticamente não conseguiu importunar a baliza da equipa da casa.
Ricardo Horta mostra o caminho
A supremacia do Sp. Braga teve expressão na segunda metade, com os guerreiros a colocarem-se em vantagem logo aos sete minutos. Ricardo Horta puxou dos galões de capitão e, com um remate violento de primeira com o pé esquerdo, fez a pedreira respirar de alívio. Destaque para incursão de Barisic no ataque, cruzando com conta peso e medida para o remate de Horta.
Desfeito o encaixe, efetivado o domínio da equipa da casa, o Famalicão não teve capacidade de resposta. Sai do municipal bracarense contabilizando remates apenas nos últimos minutos, já depois de ter sofrido o segundo, um quarto de hora depois do primeiro golo. Autogolo de Victor Rofino. Horta não conseguiu a emenda na pequena área, na ânsia de fazer o corte, o central acabou por sentenciar o jogo.
Triunfo justo do Sp. Braga, que assumiu as despesas e dominou o jogo, voltando aos triunfos no campeonato mês e meio depois. O golo de Pau Victor a escassos minutos do apito final apenas deu mais expressão à vitória dos guerreiros, acentuando a desforra em relação à Taça da Liga. Prestação pálida do Famalicão, sem chama nem capacidade ofensiva.