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Perante uma primeira metade complicada, em que o pequenino Prestianni era o único capaz de desequilibrar a defensiva contrária, Marco Silva fez entrar ao intervalo outro irreverente argentino. Talvez inspirado pelo Dia das Bruxas, 'El Diablito' Echeverri teve efeito quase imediato, ao ganhar uma grande penalidade sobre Sergi Gómez. Arrancou um amarelo, teve a infelicidade de não marcar em duas ocasiões de golo seguidas aos 76 e 77m.
O jogo estava difícil para o grego. Sergi Gómez teve um trabalho meritório de marcação e nunca o deixava receber e virar para a baliza. No momento em que os holofotes focaram-se nele, não tremeu, aos 51 minutos. Na marca dos 11 metros, atirou para o meio quando Matheus Mendes já estava caído para o seu lado esquerdo. Quarto jogo seguido a marcar.
João Palhinha: o médio-defensivo traz algo que se perdeu no futebol moderno – o corte de carrinho. E, por vezes, até exagera nessa ação. Mas arranca aplausos vindos da bancada e impõe respeito no meio-campo defensivo. Foi ainda bastante útil em variações de flanco certeiras e a dar apoio próximo, num jogo positivo também no capítulo da construção.
Clement Lenglet: jogo muito sólido do defesa-central, o que quer dizer que passará despercebido aos analistas. É a vida de um defesa. Controlou bem Camara apesar da potência física do avançado e saía limpo. Sabia para onde intercetar e os momentos do jogo. Maduro.
Chiquinho: demorou a soltar-se, mas o número dez dos ribatejanos, com a insistência que lhe é característica, mostrou créditos na segunda parte. Aplicou dois remates à entrada da área que obrigaram Samuel Soares a sujar a camisola.
Dawda Camara: fez o trabalho que um ponta-de-lança de uma equipa ‘pequena’ tem de fazer – batalhar muito. Usou da alta estatura para incomodar Lenglet, mas o francês acabava por, melhor ou pior, ganhar os duelos.