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Ricardo Carvalho, que foi adjunto de Roberto Martínez na seleção, esteve no podcast “The Obi One Podcast” e assumiu que Ronaldo devia ter sido substituído mais vezes. O antigo central, no entanto, também disse que não era fácil tirar um jogador com o peso de CR7. “Estávamos a ganhar, por 3-0, ele tinha marcado dois golos. O treinador estava a pensar tirá-lo, mas o Cristiano disse: ‘Ainda agora comecei a marcar golos, quero mais’. Ele quer sempre mais. Dois não bastava, ele quer três ou quatro, é assim que ele é. Talvez tenha sido por isto que continuou a trabalhar para ter mais sucesso, mais golos, para chegar aos 1000 golos na carreira… Ele precisa disso. Depois, é difícil para um treinador, porque não podes apoiar todos os jogadores. Tens 26, e, se tratas o Cristiano assim, depois, vai ser difícil para os outros pontas de lança, que estão lá, à espera de alguns minutos, e até para a equipa, mas é uma decisão difícil de tomar. Se fosse eu, percebia que tinha de chegar a um momento em que teria de sair. Da minha experiência, quando envelheces, quanto mais tarde sais, pior, porque ficas mais cansado, não chegas a tempo… Para mim, ele devia ter saído mais cedo, mas não sou o treinador principal, é decisão do Roberto, e, no final, penso que está feliz com a decisão que tomou. Tens de decidir no momento, e só num jogo é que o Roberto o retirou, penso que foi contra a Croácia, quando o Gonçalo [Ramos] marca o golo”, contou.