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Passavam cinco minutos para lá dos noventa quando Nile John se encheu de fé, aproveitou o espaço à entrada da área e assinou um grande golo. O momento do jogo, fora de horas, a dar o triunfo ao Moreirense na receção ao Estrela da Amadora (2-1). Segundo triunfo consecutivo dos cónegos, segunda derrota consecutiva do Estrela.
A equipa da Amadora ainda anulou uma desvantagem, na segunda metade do encontro, mas quando já se faziam contas a um ponto para cada lado, o tal momento de inspiração de Nile John, que marca pela segunda jornada consecutiva, fez a diferença em Moreira de Cónegos, dando o triunfo à equipa de Vasco Botelho da Costa.
Separadas por um ponto na tabela classificativa, com vantagem para o Moreirense, as duas equipas começaram por dosear o risco em demasia. Nem o Moreirense teve uma vontade desmedida de ampliar a margem, nem o Estrela apostou com afinco na possibilidade de fazer a ultrapassagem.
O embate começou, por isso, por ser demasiado tático, com um encaixa evidente em que prevaleceram os duelos e a luta pela posse de bola, essencialmente na primeira metade. Apesar da muita luta, ia faltando inspiração, arte e engenho para que as balizas fossem mais do que meros adereços. Neste quadro, as aproximações às balizas fizeram-se com cruzamentos por parte do Estrela, com mais incidência, e essencialmente bolas paradas por parte da equipa da casa.
A realidade é que, na primeira parte, não se registaram lances de verdadeiro perigo para qualquer uma das equipas. Algumas aproximações às áreas, alguns lances mais prometedores, mas nunca a ponto de criar sobressaltos a André Ferreira ou a Leo Linck.
Um cenário que se alterou rapidamente na segunda metade. Foram necessários apenas cinco minutos para a equipa da casa se adiantar no marcador. Ataque rápido, com espaço, Manuel Mendonça tenta o passe para Vonic, que não chega à bola, mas o esférico sobrou para Landerson, que de primeira atirou para fora do alcance de Leo Linck.
Uma vantagem dos cónegos que durou apenas oito minutos. O Estrela foi para cima, encostou a equipa de Vasco Botelho da Costa às cordas e chegou ao empate. Remate de Kevin de fora da área, com o Moreirense remetido à sua defesa, a bola desvia para o poste e Zvonarek aproveitou a sobra para recarregar para golo ao minuto 58. Nova vida para a equipa de Pepa.
O que restou foi cauteloso. Meia hora de cautela em que nenhum dos conjuntos se quis expor, tentando aproveitar um erro do adversário para alcançar o triunfo. Ao minuto 95 Nile John teve a inspiração que faltou em grande parte do jogo para atirar para um grande golo, de fora da área, a garantir os três pontos para o Moreirense, que vence pela segunda ronda consecutiva.
A FIGURA: Nile John
Um operário que saltou para a história do jogo com o golo que faz a diferença, quando já passava da hora. Fez um jogo muito competente, de um verdadeiro operário no setor intermediário, tal como é seu timbre. Ao assinar o momento do jogo acabou por fazer a diferença
O MOMENTO: o segundo do Moreirense (90+5’)
O jogo estava já amarrado, a vontade de não sofrer ia sendo superior à audácia para marcar. Nile John aproveitou uma brecha de fora da área, com a equipa do Estrela em bloco na sua área, para atirar colocado para o fundo das redes com um grande remate em arco.
NEGATIVO: relvado do recinto cónego
O relvado do Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, aparentava estar em boas condições, mas bastaram poucos minutos de jogo para se perceber que não está no melhor estado. Nas zonas de maior incidência rapidamente ficou com bastantes terrões, dificultando a fluidez do jogo.