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Resumo
Após ser eliminado nos pênaltis pelo Estudiantes na Libertadores, o Flamengo tenta reverter o resultado no tapetão, alegando a escalação irregular de Marcos Rojo, que jogou liberado pelo CAS após veto da Conmebol. O movimento rubro-negro é visto como uma cortina de fumaça perigosa para mascarar o fraco futebol da equipe e os erros da gestão. Em vez de criar atritos com a entidade continental, o clube carioca deveria aceitar o placar de campo e focar em seus próprios problemas internos.
Antes de mais nada, é importante explicar por que o Flamengo quer recuperar o direito de enfrentar o Palmeiras na final da Libertadores da América. O time rubro-negro foi eliminado pelo Estudiantes na última quinta-feira, após o empate por 0 a 0 no Maracanã, e ver Muslera se tornar dono do jogo com a defesa de três cobranças de pênalti.
Com o primeiro ponto esclarecido, o torcedor precisa entender que Marcos Rojo entrou em campo após a Corte Arbitral do Esporte (CAS), que é o fórum da Fifa, ter liberado a sua inscrição na Libertadores da América após a Conmebol ter rejeitado a inscrição do jogador.
E por que a Conmebol não autorizou a inscrição de Rojo na competição? O jogador pertencia ao Racing e deixou o clube após problemas com a direção.
O Estudiantes aceitou pagar US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) para contratar o jogador. Além disso, assumiu um bônus de mais US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) se conseguisse a classificação para a final e de US$ 450 mil (R$ 2,2 milhões) em caso de título.
Nesse meio tempo, o Estudiantes perdeu Pirez e Tomás Palacios, suspensos no primeiro jogo com o Flamengo. Por isso, acelerou a contratação do jogador.
Rojo foi inscrito no campeonato argentino na vaga do lesionado Gabriel Neves. Contudo, o prazo de recuperação do jogador não se enquadrava no regulamento da Libertadores, por isso, o jogador não conseguiu ter a inscrição aprovada pela Conmebol e o Estudiantes acionou o CAS.
Com tudo isso explicado, ficou claro que o Estudiantes usou uma brecha para conseguir a escalação do jogador. O Flamengo vê a possibilidade de ganhar a vaga no tapetão e conseguir o resultado de 3 a 0, no Maracanã, conforme regulamento.
Mas, honestamente? Não foi Marcos Rojo o responsável pela eliminação do Flamengo no Maracanã. A responsabilidade deve ser dividida entre direção, Leonardo Jardim, comissão técnica e jogadores. Culpabilizar o CAS, Conmebol ou Marcos Rojo é cortina de fumaça para o fraco futebol apresentado no Maracanã.
Esse movimento é muito perigoso e precisa ser calculado antes da repercussão negativa na sede da entidade no Paraguai. Tudo que a Conmebol não precisa no momento é uma polêmica. E o Flamengo deveria se comportar como um tetracampeão da Libertadores e respeitar o resultado do campo.
Não é a primeira vez que a gestão Bap aponta para o outro e tenta explicar os fracassos da sua gestão. Ou o problema é Leila Pereira; no momento seguinte, é o presidente Pedrinho e a venda do Vasco para Marcos Lamacchia. Está na hora de olhar para si e fazer uma avaliação do trabalho.
O Flamengo precisa aprender a perder, não esticar a corda, ganhar o Campeonato Brasileiro e resolver qual será a prioridade de 2027. Mas, antes disso, eu lembro que a final da Libertadores da América de 2026 será no dia 28 de novembro, no Uruguai. O Palmeiras espera pelo Estudiantes, mas pode reencontrar um velho conhecido.