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Resumo
Após cair nos pênaltis para o Estudiantes, o Flamengo tenta ir à final da Libertadores contra o Palmeiras via tapetão. O clube carioca contesta a escalação de Marcos Rojo, barrado pela Conmebol mas liberado pelo TAS, exigindo vitória por 3 a 0. O argumento usa como precedente o caso de 2018, quando o Santos foi punido com derrota pelo uso de Carlos Sánchez. A diferença crucial, contudo, é que Rojo tinha aval do tribunal esportivo para jogar, o que pode inviabilizar o recurso rubro-negro.
A disputa por uma vaga na final da Libertadores ganhou um novo capítulo fora de campo. Após ser eliminado pelo Estudiantes, da Argentina, o Flamengo busca argumentos jurídicos para contestar o resultado da semifinal e tentar enfrentar o Palmeiras na decisão. Para sustentar sua posição, o clube carioca utiliza como referência um episódio envolvendo o Santos em 2018.
Segundo informações do ge, a diretoria rubro-negra considera que a escalação do zagueiro Marcos Rojo pelo Estudiantes foi irregular. O jogador participou do confronto disputado na quinta-feira (22), no Maracanã, apesar de a Conmebol ter rejeitado anteriormente sua inscrição na competição.
O clube argentino conseguiu uma decisão favorável do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), que autorizou a participação do defensor. Mesmo assim, o Flamengo entende que existem fundamentos para questionar sua escalação e solicitar uma vitória por 3 a 0, resultado que garantiria sua classificação.
O argumento utilizado pelos cariocas tem como referência o artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol, que prevê a aplicação de derrota por 3 a 0 em determinadas situações de escalação irregular.
Na Libertadores de 2018, o Santos enfrentou o Independiente, da Argentina, pelas oitavas de final. O primeiro confronto terminou empatado sem gols, mas o resultado foi alterado após uma denúncia apresentada pelos argentinos.
Na ocasião, o meio-campista Carlos Sánchez entrou em campo apesar de ter uma suspensão pendente desde 2015, quando ainda defendia o River Plate.
A Conmebol considerou a escalação irregular e aplicou uma derrota por 3 a 0 ao Santos. No confronto de volta, disputado no Pacaembu, a partida foi encerrada antecipadamente após confusão nas arquibancadas, com o placar em 0 a 0. O resultado garantiu a classificação do Independiente.
Agora, o Flamengo procura utilizar esse precedente para defender que o Estudiantes também seja responsabilizado pela participação de um jogador cuja inscrição havia sido rejeitada pela entidade sul-americana.
Existe, contudo, uma diferença importante entre os episódios. Enquanto Carlos Sánchez atuou pelo Santos com uma suspensão pendente, Marcos Rojo recebeu autorização do TAS para entrar em campo.
Essa distinção pode ser determinante na análise do pedido rubro-negro, já que a decisão do tribunal esportivo precisa ser considerada pela Conmebol.
Enquanto aguarda os desdobramentos da contestação, o Flamengo tenta reverter uma eliminação definida nos pênaltis, após empate sem gols no Maracanã. O Estudiantes venceu a disputa por 3 a 2 e conquistou, dentro de campo, a vaga na decisão.
A final da Libertadores está marcada para 28 de novembro, com Palmeiras e Estudiantes como os classificados até o momento.