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A CBF mantém Clarence Seedorf liberado para comandar o Corinthians enquanto a Conmebol analisa os documentos enviados pelo clube. Com isso, o treinador poderá ficar à beira do campo contra o São Paulo nesta quarta-feira (4), na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.
A autorização, porém, ainda depende dos próximos passos da entidade sul-americana. Enquanto não houver uma decisão definitiva, a CBF entende que não há motivo para impedir o trabalho do holandês no futebol brasileiro.
O cenário pode mudar caso a Conmebol se manifeste antes do clássico. Se a entidade apresentar uma decisão definitiva, a CBF terá de seguir sua orientação e não poderá mais manter Seedorf liberado.
O Corinthians considera pouco provável que isso aconteça antes da partida. A primeira análise demorou a ser concluída, e a expectativa nos bastidores é que a nova avaliação também leve tempo.
Segundo apuração do UOL, a CBF vai intermediar o processo e auxiliar no envio dos documentos, mas não pretende entrar em conflito com a Conmebol para garantir a permanência do treinador.
O UOL apurou que, embora não pretenda entrar em conflito com a Conmebol, a CBF entende que a formação e a experiência de Seedorf são suficientes para que ele trabalhe como treinador no futebol brasileiro. Por isso, o nome do holandês continuará no Boletim Informativo Diário (BID) enquanto o caso estiver em análise.
O impasse está na maneira como a entidade sul-americana avalia a experiência necessária para reconhecer a licença Uefa Pro. Na primeira análise, a confederação considerou apenas os períodos em que Seedorf trabalhou oficialmente como treinador. Com esse cálculo, concluiu que ele não atingiu os 36 meses exigidos.
Corinthians e CBF, por sua vez, defendem que outras atividades técnicas exercidas pelo holandês também sejam consideradas na avaliação. A documentação complementar reúne o trabalho de Seedorf como professor em cursos da Uefa, sua atuação na Federação Holandesa e outras funções desempenhadas no futebol depois de sua aposentadoria como jogador.
O clube também busca declarações das instituições pelas quais o holandês passou. A intenção é comprovar atividades que ficaram de fora da primeira análise da Conmebol.
Para a CBF, o currículo apresentado atende às exigências técnicas. A questão é que, como a licença foi emitida pela Uefa, somente a Conmebol pode reconhecê-la para utilização nas competições sul-americanas.
Enquanto tenta reverter o entendimento inicial, o Corinthians trabalha para manter Seedorf liberado até o fim da temporada, segundo apurou o UOL. A avaliação da CBF é que, enquanto a Conmebol não apresentar uma decisão definitiva, o treinador poderá continuar trabalhando no Campeonato Brasileiro.
O período também pode ser importante caso a entidade sul-americana mantenha a reprovação. Uma das alternativas estudadas pelo clube é inscrever Seedorf em um curso de formação da CBF que possa permitir, posteriormente, o reconhecimento da licença pela Conmebol.
A possibilidade ainda depende das regras das duas entidades e de uma orientação oficial sobre o assunto. O objetivo do Corinthians é ganhar tempo para encontrar uma saída e evitar que uma eventual decisão contrária impeça o treinador de trabalhar no início da próxima temporada.
A tentativa de conseguir o reconhecimento da licença começou com sinais positivos. Durante as conversas, o Corinthians recebeu indicações de integrantes da própria Conmebol de que Seedorf reunia as condições necessárias para obter a aprovação.
Segundo relatos obtidos pelo UOL, o clube foi informado inicialmente de que a liberação dependeria apenas da conclusão de etapas burocráticas. O entendimento mudou quando a entidade sul-americana comunicou à CBF que o período de trabalho do holandês como treinador não atingia o mínimo previsto em suas regras.
Na prática, a primeira tentativa de aprovação foi barrada. Desde então, o Corinthians passou a reunir novos documentos para mostrar que a experiência de Seedorf vai além dos períodos em que comandou equipes.
Fontes consultadas pelo UOL reconhecem a validade das licenças e a experiência acumulada pelo holandês. A discussão, porém, está concentrada em como comprovar e considerar as diferentes atividades que ele exerceu no futebol.
O clube trata o caso como um problema burocrático e tenta encontrar uma solução sem entrar em confronto com a entidade sul-americana.