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Fujo de cardio, mas encarei os 5 km da UOL Run (com o tênis descolando)
Lais Montagnana na UOL Run Imagem: UOL

Tinha um kit de corrida e uma meta: correr 5 km. O que eu não imaginava era um imprevisto minutos antes da largada que ia causar na minha corrida.

Sou uma jornalista apaixonada por movimento e as coisas incríveis que o corpo humano consegue fazer, mas confesso que corrida não é meu forte! Sim, eu treino quase todos os dias (pole dance, musculação e pilates), mas fujo do cardio na academia —quem nunca?! Então, quando o UOL decidiu comemorar seus 30 anos com uma corrida, não tive como negar experimentar correr! E a pergunta que me veio foi: quem treina tanto está preparada para correr 5 km? No domingo, fui descobrir na UOL Run, no Ibirapuera, em São Paulo. Terminei com a medalha no peito e o tênis preso por fita crepe.

Força não é fôlego

A prova tinha percursos de 3, 5, 10 e 15 km. Escolhi os 5 km, que era o indicado para quem está começando. Na teoria, eu estava em vantagem: tenho força e condicionamento. Na prática, a corrida pede outra coisa, resistência. E também saber lidar com as imprevisibilidades da vida. O primeiro adversário, aliás, nem foi o percurso: foi o despertador às 5h da manhã! Acertei o relógio e fui atrás da tal endorfina da corrida que tanto me prometeram.

Quando o tênis abandona a prova

Na largada, enquanto eu estava me aquecendo, aconteceu a tragédia: o solado do meu tênis de corrida simplesmente se descolou por completo! O desespero bateu, afinal eu sou comprometida com as missões que encaro, mas respirei fundo e pensei: "A gente vai resolver isso!". Avistei uma tenda de apoio e na hora nem titubeei: pulei a grade e pedi uma fita isolante, algo que desse um jeito bem rápido porque a minha prova já ia começar! O pessoal da organização me salvou, mas a paz durou pouco.

Antes de chegar nos 2 km, o tênis começou a dar sinais de morte: a fita isolante soltou e a sola foi descolando a cada passada. Corri com o solado solto e, no desespero, passei a pedir fita isolante para quem estivesse por perto: carro da CET, policial e nada!

A salvação veio da equipe médica, que estava numa ambulância no caminho. Com MUITA fita crepe e a sola presa, voltei a correr. Ela ainda soltou de novo mais à frente, e fiz outro reparo improvisado. Lição aprendida: tênis precisa de test drive antes de uma corrida pra valer.

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O percurso também é conversa

Uma das partes mais legais foi conversar com quem corria ao meu lado. Pedi dicas, encontrei gente que também não corre muito e acompanhei por um trecho uma família que participa de provas junta. Quando vi um pai empurrando um carrinho de bebê, pensei: se ele consegue, eu também consigo, mesmo com o meu tênis.

Passei pela hidratação, pelo Monumento às Bandeiras e pelo lago do Ibirapuera. No quarto quilômetro, o ritmo estava bom, e no último consegui dar um gás.

A endorfina chegou

Na chegada, a endorfina finalmente apareceu e fez tudo valer a pena. Entendi que correr pode ser tipo uma meditação: um momento em que você foca em si, na sua respiração, e a paisagem linda do Ibira ajuda nessa sensação de bem-estar. O pessoal da comunidade no zap de Corrida do UOL também me contou o que os motiva a correr e devo dizer que fiquei tentada a aderir à skin corredora!

Fechei os 5 km em 38 minutos. Dava para melhorar o tempo sem a adversidade do tênis, que, aliás, descolou todo também no outro pé no final do trajeto —ufaaaa! Mas a meta era completar a prova, e isso eu fiz. Amei a experiência, é muito bom acordar cedo para fazer algo por mim. Eu não virei corredora. Mas descobri que conseguia correr 5 km. Me chamem para a próxima!

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