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Consolidado no futebol do Oriente Médio, o defensor brasileiro Felipe Motta colhe os frutos da regularidade com a camisa do Al-Nasr. Com passagens pelas categorias de base de Botafogo e Internacional antes de atuar pelo Red Bull Bragantino, o jogador desembarcou nos Emirados Árabes Unidos inicialmente pelo Emirates Club e se transferiu para o Al-Nasr na temporada 2024/25. Em janeiro, selou a extensão de seu contrato até junho de 2028.
Em entrevista exclusiva ao Lance!, o atleta destacou a adaptação ao país, a capacidade de atuar tanto como zagueiro quanto na lateral esquerda e revelou um plano ambicioso: obter a cidadania local para defender a seleção dos Emirados Árabes Unidos.
— É algo que penso bastante, sim. Esse é um país incrível, com um povo que me abraçou da melhor forma possível, e tenho muita gratidão. Estou trabalhando para conseguir o passaporte; é um grande objetivo meu. Se Deus quiser, em breve consigo dar mais esse passo importante na minha carreira. Seria uma honra defender a Seleção Emiradense — afirmou o defensor.
Motta também relembrou o período formativo no futebol brasileiro, apontando a transição no Beira-Rio como o divisor de águas na carreira:
— O Botafogo é um clube gigante no Rio, com tradição de formar grandes jogadores ao longo da história, e foi muito importante nesse processo. Mas acredito que o Internacional teve maior responsabilidade nisso tudo, já que foi por lá que me tornei profissional. Fui integrado ao time de cima, tive esse contato muito importante com grandes jogadores, principalmente nos treinamentos — detalhou.
Sobre a visibilidade da liga emiradense no cenário sul-americano, o defensor rechaçou a tese de isolamento e elogiou a competitividade local:
— O jogador que vem desempenhando um bom futebol, independentemente da liga em que joga, está sendo observado. A Liga dos Emirados Árabes é muito forte, atrai talentos de todas as partes do mundo. Existe uma mistura grande de culturas e escolas de futebol. Mostrando um bom nível aqui, consigo sim me destacar e ser reconhecido no Brasil.
Embora não descarte atuar na Europa ou retornar ao futebol nacional no futuro, Felipe Motta garante que o foco total está em cumprir os objetivos esportivos traçados pelo Al-Nasr até o término de seu contrato em 2028.