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Mesmo com o baque da eliminação na Libertadores para o Estudiantes na última quinta-feira, a diretoria do Flamengo não pretende demitir Leonardo Jardim por agora. O UOL apurou que a definição é esperar o término da temporada para realizar uma avaliação do trabalho da comissão técnica, que tem contrato até dezembro de 2027.
Há uma insatisfação por parte de alguns jogadores com relação à metodologia do treinador e a condução de situações como escolha de titulares e funções em campo. Ao mesmo tempo, há um consenso de que alguns atletas subiram de produção sob suas mãos, casos, principalmente, de Samuel Lino e Evertton Araújo, que agora está lesionado. Após a eliminação na Libertadores, Jardim chamou a responsabilidade para si:
O treinador tem que assumir, porque esse é o nosso papel, e temos que assumir nossas responsabilidades. Eu nunca fugi das minhas responsabilidades e não é agora que vou fazer isso
Leonardo Jardim
Dentro deste contexto de balanço, a situação do diretor de futebol, José Boto, também será avaliada. O dirigente tem contrato somente até o fim de 2026 e, em outras ocasiões, não negou o desejo de um dia retornar para a Europa.
Assim como seu conterrâneo treinador, ele também tem sido questionado, principalmente pelo desempenho na última janela de transferências, quando não conseguiu contratar Thiago Almada, que foi para o River Plate, e trouxe apenas os jovens Freitas e Valencia, considerados apostas.
Entre os jogadores, Boto também está longe de ser uma unanimidade. A principal insatisfação é com a forma como ele conduz as renovações. Houve desgaste com Arrascaeta e Pulgar, e o mesmo acontece com alguns do que ainda não renovaram, como Pedro, Léo Pereira e Rossi. As reclamações são de que o português costuma levar as conversas em "banho-maria", sem posicionamentos mais concretos.
Em clima de ressaca, o Flamengo agora junta os cacos para a partida desta segunda-feira, contra o Atlético-MG, às 20h30, no Maracanã, onde tenta manter a liderança do Campeonato Brasileiro.