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O gerente de futebol do Santos, Gustavo Ferreira, revelou a necessidade de o Peixe vender jogadores na próxima temporada por conta de problemas financeiros. Em entrevista exclusiva ao canal De Olho no Peixe na quinta-feira (22), o dirigente também comentou sobre os times que têm dívidas com o clube, o que atrapalha o planejamento santista.
“Acredito que, se recebêssemos todos os valores pendentes, seria bem mais simples estruturar o planejamento sem recorrer à venda de atletas. Fala-se muito sobre o nosso transfer ban ativo, mas pouco sobre o que deixamos de arrecadar e do que tínhamos direito de receber”, afirmou Gustavo.
O Peixe enfrenta atualmente um transfer ban de R$ 18 milhões, referentes a débitos com o técnico português Pedro Caixinha e três membros de sua comissão técnica. Ao mesmo tempo, o clube tem cerca de R$ 170 milhões a receber por negociações com outros times.
Mesmo com os problemas financeiros, o gerente afirmou que o clube tem diferenciais para manter os atletas que não têm contrato para a próxima temporada.
“Primeiro, a camisa e a história do Santos; segundo, a cidade, que é fantástica; e, obviamente, o Neymar. É natural usar um atleta do nível dele como diferencial competitivo nesse processo”, declarou.
Segundo Gustavo, para conseguir a permanência desses atletas, também é importante o tratamento do Alvinegro dado aos jogadores e às suas famílias, e isso é uma vantagem do clube santista em relação a outros times que podem fazer propostas a eles.
“Esses atletas têm grande apelo no mercado. As mesmas condições financeiras oferecidas pelo Santos, eles encontrarão em outras equipes. O diferencial será o acolhimento, pois hoje as famílias se sentem 100% integradas. Promovemos eventos e ações especiais em todas as datas comemorativas.”
Ao final deste ano, a equipe santista tem cinco importantes atletas com vínculo perto do fim. São os casos de Coutinho, Arthur e Cebolinha, que chegaram no meio da temporada com vínculo curto, além de Gabigol, emprestado pelo Cruzeiro, e de Neymar. O futuro do quinteto na Vila Belmiro segue indefinido.