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O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, se acha acima do bem e do mal e despreza os outros clubes, achando que só o Flamengo existe. Vive brigando, publicamente, com Vasco e Palmeiras, como se o time carioca não tivesse o direito de usar o Maracanã. Desde criança eu frequento o Maraca, e sempre soube que ele pertencia a Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense. Se hoje a dupla Fla-Flu o administra, isso não deveria impedir que Vasco e Botafogo o usem quando bem entenderem.
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Se a melhor presidente de clubes do Brasil, Leila Pereira, quer comprar o Vasco, através de seu enteado, que mal tem nisso?! Cada um com o seu cada um. Mas, Bap esperneia, briga, e quer impedir, a qualquer custo, que o Vasco vire SAF. Nunca vi um cara tão egocêntrico e egoísta.
De forma covarde, demitiu o multicampeão Filipe Luís, alegando que precisava “corrigir a rota do trem”, mas o que estamos vendo é um trem completamente desgovernado. Eliminado da Copa do Brasil, pelo Vitória, e agora da Libertadores, pelo fraco Estudiantes.
Ainda resta o Brasileirão. O Flamengo está com um ponto de vantagem sobre o Palmeiras, que, curiosamente, está nas três competições. Finalista da Libertadores, semifinalista da Copa do Brasil, e disputando o título brasileiro. Não acredito que ele ganhe a Libertadores. Time argentino, quando chega, é para vencer. Acho que o Boca será campeão da Sula e o Estudiantes, da Libertadores. Vai restar ao Porco ganhar a Copa do Brasil, pois, como todos os problemas, ainda acredito que o Flamengo ganhe o Brasileirão pela décima vez.
Entretanto, nada justifica a bagunça em que se transformou o Flamengo. Enquanto Filipe Luís vai colhendo os frutos de seu trabalho no Monaco, Leonardo Jardim vai acumulando fracassos. E olha que sou fã dele, que não teve culpa de ter sido escolhido. Conheço o Flamengo e sei como a banda toca por lá. Mesmo se for campeão brasileiro, o mister será questionado e, dificilmente, continuará à frente do grupo.
O Flamengo fez covardia com Dorival Júnior e passou o ano seguinte sem ganhar nada. No começo do ano, fez o mesmo com Filipe Luís e o castigo vem em foguete e não a cavalo.
Bap precisa calçar as “sandálias da humildade” e entender que sem seus pares, o Flamengo não é nada. Ele não vai jogar sozinho o ano inteiro. Respeitar os concorrentes, entender suas necessidades – como no caso do Vasco, que queria jogar no Maracanã contra o Boca – e abrir diálogo é importante. Ele se tornou um presidente “odiado” pelos colegas, e isso atrai coisas ruins para o Flamengo.
Acho que o mister Leonardo Jardim errou demais este ano. Pôr o péssimo Emerson Royal como lateral titular, abrindo mão do talento de Varela, foi um erro grave. Falei com ele por mensagens, várias vezes, sobre isso. Carrascal vinha bem na função de De Arrascaeta, mas ele preferiu colocar Paquetá no meio. Até que nos últimos jogos, ele vinha bem, mas, contra o Estudiantes, não jogou nada. Os R$ 240 milhões pagos nele, não se justificaram até aqui.
Enfim, não é terra arrasada, mas o Flamengo precisa entender que não é o único time gigante do Brasil. Há outros com o poder de fogo e a grandeza do rubro-negro.
Eliminações em Copas são coisas normais, o que não é normal é ser eliminado por Vitória e Estudiantes, e ter um presidente tão amargo e egocêntrico como Bap. A bola pune e castiga. Cuidado, Bap, para não fechar o ano sem ver nem a cor de uma taça. Repense seus conceitos e peça desculpas aos seus pares. É o melhor caminho para começar a vencer.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.