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Faz tanto tempo que Lewis Hamilton não conquistava uma pole position no GP da Cidade do México, dez anos, que ele nem lembrava se isso tinha acontecido. Suas lembranças da largada são de estar no ataque na primeira curva, exatamente como seus rivais estarão nos primeiros metros da corrida que começa às 17h deste domingo (1), pelo horário de Brasília. George Russell, da Mercedes, larga em segundo, e Charles Leclerc, da Ferrari, em terceiro. O líder do campeonato, Kimi Antonelli, sai em quarto, e o brasileiro Gabriel Bortoleto, em quinto.
Trata-se de uma das maiores distâncias entre a posição de largada e a primeira freada de toda a temporada, o que significa que o pole position costuma ficar exposto aos ataques de quem vem atrás, pois eles têm muito tempo para conseguir o vácuo. Por outro lado, a Ferrari tem algumas das melhores largadas desta temporada, então o britânico tem chances de se manter na frente.
Olhando pelo prisma de quem vem atrás, a largada é a grande chance de se colocar na disputa pela vitória. Tanto é, que a FIA até já divulgou oficialmente como vai considerar possíveis incidentes na primeira volta: será considerado que todos os carros estarão atacando e defendendo ao mesmo tempo, e quem sair da pista entre as curvas 1 e 3 precisa devolver a posição até a curva 4. Quem sair entre as 3 e 6 precisa deixar o rival retomar a posição até a curva 12.
Ou seja, os comissários já estão esperando uma primeira volta bastante agressiva. Afinal, todos sabem que essa é a grande oportunidade de recuperar posições. Especialmente no México.
Um dos fatores mais limitantes deste fim de semana, por conta da altitude, é o controle da temperatura do carro - especialmente, motor e freios.
Então é muito difícil para os pilotos pressionarem uns aos outros: ou eles chegam e passam de uma vez, ou precisam deixar que uma distância se abra para refrigerar o carro, para depois tentar atacar de novo. Mas, todas as vezes que fizerem isso, os pneus vão se desgastando mais.
Esse é o principal fator para explicar por que é difícil ultrapassar nesta pista, e por que os pilotos terão que ser mais agressivos. Além do fato de já chegarem na primeira freada em velocidades bem maiores do que estão acostumados por conta do longo vácuo.
Em termos de ritmo, as quatro equipes grandes estiveram muito próximas. Isso vale até mesmo para a McLaren, que tem Norris em sexto e Piastri fora do top 10. Trata-se de um carro difícil de pilotar em uma volta lançada, mas com um bom ritmo.
Hamilton tem certa desvantagem. Ele teve uma quebra justamente quando começava sua simulação de corrida, na sexta-feira.
Antes de chegar a este fim de semana, a gente se reuniu na quarta-feira. Analisamos todos os pontos que podemos melhorar, diferentes abordagens e lições aprendidas na última corrida. Decidimos: 'Vamos garantir que faremos uma boa sequência de voltas longas neste fim de semana'. Esse era o nosso foco principal. E, de repente, o carro parou! Fiquei apenas observando o restante da sessão, enquanto todos os outros seguiam na pista, completando suas simulações de corridas. Portanto, não sei como o carro vai se comportar com o tanque cheio, nem quais serão os ajustes necessários. Sendo assim, terei que fazer uma estimativa - vamos tentar prever o melhor possível - na esperança de deixar o carro na configuração ideal para amanhã.
Lewis Hamilton
Largando em quarto lugar e podendo chegar até em nono para não depender do resultado dos outros dois pilotos que estão matematicamente na disputa - Russell e Hamilton - Kimi Antonelli deveria estar tranquilo. Mas o italiano está se recuperando de uma gripe e revelou que ainda se sente muito cansado. "Vou me bombardear em melatonina e tentar dormir 10h para acordar com mais energia", disse ele.
Antonelli até adiou suas comemorações, caso ganhe o título, a fim de não correr o risco de chegar ainda mais cansado ao último GP da rodada tripla, no Brasil. Mas mesmo assim foi o quinto colocado na classificação, quarto no grid por conta da punição a Max Verstappen por um incidente nos treinos livres.
Como as quatro melhores equipes têm uma vantagem muito grande em relação às demais e também com Oscar Piastri largando fora do top 10, é bastante improvável que Antonelli cruze a linha de chegada em uma posição pior do que ele precisa para se tornar o campeão mais jovem da história da F1. Ele só precisa de um nono lugar.