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Jorge Jesus comentou pela primeira vez a aposentadoria de Cristiano Ronaldo da seleção portuguesa. Em entrevista ao Canal 11, nesta quinta-feira, o treinador revelou que pediu ao atacante para continuar defendendo Portugal, mas afirmou que respeita a decisão do jogador.
“Tudo isso é uma decisão dele. Tivemos oportunidade de conversar antes da primeira convocação. Pedi para ele continuar comigo porque precisava que estivesse ao meu lado. Mas tenho de aceitar a decisão dele”, declarou o técnico.
O comandante também destacou a importância de Cristiano Ronaldo para o futebol português e ressaltou o papel do atacante como referência para as novas gerações. “É um jogador que, ao longo desses anos, deu muito à seleção. É um símbolo para a juventude portuguesa. A maior parte dos fãs dele são jovens. Tive a oportunidade de compartilhar um ano trabalhando com ele no Al-Nassr. Será sempre uma referência da nossa seleção, do nosso povo, da nossa história”, afirmou.
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Jorge Jesus também revelou que uma grande imagem de Cristiano Ronaldo foi instalada no auditório da Federação Portuguesa de Futebol. Além disso, a entidade prometeu organizar um evento especial para marcar a despedida do atacante da seleção.
Aos 41 anos, o camisa 7 encerra uma trajetória de mais de duas décadas com Portugal, marcada por recordes e conquistas inéditas.
A decisão de Cristiano Ronaldo acontece semanas depois de um desentendimento com Jorge Jesus, em meio aos compromissos da Data Fifa entre setembro e outubro.
Após a Copa do Mundo, o atacante já havia indicado que considerava encerrar sua trajetória pela seleção. Na ocasião, porém, ouviu do treinador, com quem trabalhou no Al-Nassr na temporada passada, o desejo de contar com ele por mais tempo.
Os dois chegaram a trocar elogios em uma entrevista coletiva antes dos jogos da última Data Fifa, mas a relação se deteriorou posteriormente.
Segundo a imprensa portuguesa, o atrito teve peso na decisão de Cristiano Ronaldo de deixar a seleção antes do fim do ano. As publicações também apontaram que o atacante não deseja voltar a defender Portugal enquanto Jorge Jesus estiver no comando, embora o treinador tenha deixado as portas abertas para um possível retorno.