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O Santos adotou uma estratégia de cautela máxima no dia a dia do CT Rei Pelé. Por decisão conjunta da comissão técnica liderada por Cuca e dos profissionais do departamento de saúde e performance do clube, Neymar vem sendo poupado de determinadas atividades com bola nos campos do centro de treinamento.
O motivo central da intervenção é o estado de conservação do gramado, considerado inadequado para sustentar a intensidade dos trabalhos sem oferecer risco de sobrecarga articular e muscular ao camisa 10.
A preservação do craque reforça os bastidores do incômodo que o próprio jogador já vinha manifestando publicamente e internamente sobre as condições dos campos de jogo e treino do Santos. Para evitar lesões por impacto ou irregularidades no solo, o atacante cumpre um cronograma individualizado em dias de maior exigência física, alternando entre trabalhos regenerativos na academia e circuitos controlados de fisioterapia.
A situação do gramado é justamente a catalisadora da grande reforma estrutural anunciada recentemente. Com apoio financeiro da NR Sports e a pedido expresso do camisa 10, o Santos investirá cerca de R$ 13,5 milhões para trocar os pisos da Vila Belmiro e do CT por grama híbrida inspirada na Neo Química Arena, do Corinthians — com obras no centro de treinamentos marcadas para começar no dia 20 de novembro.
A cautela na rotina de treinos coincide com o período em que o atleta cumpre suspensão automática de dois jogos na Série A, imposta após o terceiro cartão amarelo e a expulsão com a aplicação da Lei Vini Jr. diante do Bahia. Fora do clássico contra o Palmeiras e também do duelo desta segunda-feira frente ao Red Bull Bragantino, Neymar mira seu retorno aos gramados para a 35ª rodada.
A comissão técnica entende que garantir a integridade física do craque na Data FIFA de novembro será decisivo para que ele lidere o Santos nos compromissos finais do Campeonato Brasileiro, mantendo o elenco competitivo até a última rodada.