Voltar
Embalado pela vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense e sustentando a terceira melhor campanha recente do Campeonato Brasileiro, o Santos entrou de vez na briga por uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores. Contudo, além do desempenho dentro de campo nas rodadas finais, a equipe comandada por Cuca precisa acompanhar de perto o desfecho das copas nacionais e continentais, que podem transformar drasticamente a zona de classificação da Série A.
Com o novo formato de distribuição, a Copa do Brasil destinará duas vagas diretas ao torneio sul-americano aos seus dois finalistas. A depender de quem decidir o mata-mata nacional e dos campeões da Libertadores e da Copa Sul-Americana, o Brasileirão pode ter desde uma faixa reduzida a um cobiçado G-9.
A configuração mais favorável aos interesses santistas envolve o sucesso de equipes que já ocupam o topo da tabela do Brasileirão nas fases decisivas dos torneios eliminatórios:
Por outro lado, o risco de o funil continental se estreitar ainda mais existe e pode complicar a vida de quem persegue o pelotão dianteiro. A combinação mais prejudicial para o Peixe seria:
Sob essa combinação desfavorável, as vagas continentais distribuídas via Campeonato Brasileiro seriam enxugadas, limitando a zona de classificação a apenas um G-5.
Ficar na torcida por G-7, G-8 ou G-9 é uma armadilha perigosa para quem quer voltar ao cenário internacional com autoridade. O Santos tem elenco, comando e momento técnico para resolver sua vida sem depender do insucesso alheio.
A obrigação do time de Cuca é fazer o dever de casa nas rodadas restantes e buscar terminar o Brasileirão ao menos na 6ª colocação. Aliado a isso, torcer para que o Palmeiras confirme sua vaga na final da Copa do Brasil — independentemente de erguer ou não a taça — já asseguraria o G-6 matemático na liga nacional, blindando o Peixe de qualquer combinação internacional desfavorável.