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Às vésperas do GP do Catar de MotoGP, o líder do campeonato Marc Márquez, que pode inclusive garantir mais um título no próximo domingo, admitiu que preferia "estar em outro lugar" que não Doha.
Embora os pilotos agora pareçam totalmente resignados a competir neste fim de semana, e alguns tenham até mesmo optado por adotar uma postura positiva nesta quinta-feira, Márquez não fingiu estar feliz por estar tão próximo a uma zona de conflito.
"Quero dizer, gostaria de estar em outro lugar. Por essa razão, cheguei no voo mais tarde possível e partirei no mais cedo possível. Mas estamos aqui, prontos para correr e totalmente concentrados", respondeu o espanhol em coletiva com menos jornalistas presentes do que o normal.
O também espanhol Raul Fernández disse que havia uma sensação de tensão no paddock, com comentários que ofereceram uma perspetiva diferente da de Pedro Acosta e Francesco Bagnaia, que disseram que as coisas pareciam normais.
Fernández foi considerado apto para participar no fim de semana, mas seu dedo indicador quebrado continua uma incógnita. Ele ainda pode precisar adaptar sua frenagem e usar outro dedo, como fez um dia depois do acidente na Indonésia.
"Este é um fim de semana estranho, para ser sincero", disse o piloto da Trackhouse. "Não estou 100% em forma e a situação é um pouco complicada. A tensão que todos sentimos não é ideal".
Fernández disse que o ambiente no paddock se devia ao fato de a maioria das pessoas, tal como Márquez, preferir estar em outro lugar.
Raul Fernandez, Trackhouse Racing
Photo by: Qian Jun / MB Media via Getty Images
"No final, acho que é a pressão sentida pelas pessoas que vêm e que, na verdade, não têm muita vontade de vir. Nada vai acontecer, mas a tensão de haver uma guerra em curso e de estar mesmo no meio dela… para as pessoas que trabalham ali não é o ambiente ideal. Especialmente quando se está sob tanta pressão durante um fim de semana", continuou.
"Acho que tivemos muita sorte por as coisas terem mudado um pouco na frente política", disse ele, provavelmente referindo-se aos resultados das eleições norte-americanas de meio de mandato, as chamadas midterms. "No final, não há realmente assim tantos motivos para alarme".
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