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Charles Leclerc, Ferrari, Carlos Sainz, Williams
Foto de: Mohd Rasfan - AFP - Getty Images
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Carlos Sainz comentou o confronto entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc no GP do México de Fórmula 1 e relembrou os momentos de tensão que viveu com o monegasco durante o período em que os dois foram companheiros de equipe na Ferrari.
Sainz dividiu a garagem da escuderia italiana com Leclerc entre 2021 e 2024 e afirmou ter boas lembranças da convivência com o atual companheiro de Hamilton. Apesar de reconhecer que a pressão aumenta quando há resultados importantes em jogo, ele destacou que os dois sempre mantiveram o respeito e conseguiram resolver eventuais desentendimentos.
“Honestamente, tenho lembranças relativamente boas do meu período com Charles e das disputas que tivemos. É verdade que, quando você está brigando por vitórias, sempre existe mais pressão. Naturalmente, você acaba se tornando um pouco mais egoísta do que quando está disputando no meio do pelotão, como oitavo ou nono lugar”, explicou no dia de mídia do GP de São Paulo.
"Naquela época, havia vitórias em disputa. Mas acho que sempre respeitei Charles, assim como ele sempre me respeitou. Nunca tivemos toques ou algo do tipo, apenas disputas intensas. Acho que vocês se lembram de Monza e Las Vegas".
Segundo ele, a repercussão externa, especialmente entre torcedores e parte da imprensa, muitas vezes era mais difícil de administrar do que os próprios atritos entre os pilotos.
“Lembro que sofri um pouco com os fãs mais fanáticos de Charles, que me insultavam ou desejavam coisas ruins. Talvez alguns veículos de imprensa italianos também dissessem que eu não estava sendo um segundo piloto suficientemente obediente quando precisava ser, e o mesmo acontecia com Charles quando era ele quem precisava cumprir esse papel”, contou. "Acho que a pressão em torno da Ferrari e de tudo que a envolve era muito maior do que os problemas que eu realmente tinha com Charles".
Sainz acrescentou que os problemas entre os dois costumavam ser resolvidos "na mesma noite, quando conversávamos por telefone, com a cabeça mais fria".
Ao analisar a dificuldade de administrar uma disputa entre companheiros de equipe, o piloto da Williams ressaltou que não é possível esperar que dois competidores de alto nível deixem de buscar ultrapassagens quando uma vitória está em jogo.
“Não consigo me lembrar de nenhuma equipe da categoria que tenha tido dois bons pilotos disputando posições na frente e que não tenha enfrentado problemas quando eles estavam brigando por vitórias”, disse.
Para Sainz, as equipes precisam escolher entre ter um piloto mais voltado ao apoio ou apostar em dois competidores fortes, sabendo que a segunda opção pode gerar conflitos. Ele citou exemplos de diferentes períodos da categoria, como Mercedes e McLaren, reforçando que a situação não é exclusiva da escuderia italiana.
“Faz parte da F1. Se você é chefe de equipe e sabe que terá dois grandes pilotos, sempre vai enfrentar esse tipo de situação. Não acho que seja possível controlar completamente esses dois pilotos e esperar que eles deixem de tentar uma ultrapassagem quando uma vitória está em jogo”, concluiu.
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