Voltar
Pierre Gasly já viveu momentos de altos e baixos durante a década em que esteve na Fórmula 1. Entre as experiências mais difíceis, destaca-se a passagem pela equipe principal da Red Bull, que durou apenas 12 corridas. Anos depois, o francês parece ter encontrado uma forma bem-humorada de resumir o impacto daquele período em sua carreira: enfrentar Helmut Marko fez qualquer outra pressão parecer menor.
Em resposta ao Lance!, durante uma coletiva de imprensa, Gasly afirmou que a cobrança dos torcedores não se compara à pressão que enfrentou enquanto defendia a escuderia austríaca. Marko, então consultor de automobilismo da Red Bull, era uma das figuras mais influentes nas decisões sobre os pilotos da equipe.
— Eu estive 10 anos na F1. Uma vez que você enfrenta o Helmut Marko, não tem mais pressão. Eu sei o que tenho que fazer no meu trabalho. Eu me foco nisso — declarou.
A experiência a que Gasly se refere aconteceu em 2019, quando o francês foi promovido à equipe principal da Red Bull para substituir Daniel Ricciardo. Ao lado de Max Verstappen, porém, enfrentou dificuldades para acompanhar o ritmo do companheiro e acabou perdendo a vaga após apenas 12 etapas. A mudança foi anunciada durante as férias de verão da categoria, e Alexander Albon assumiu seu lugar a partir do GP da Bélgica.
De volta à Toro Rosso, equipe pela qual havia estreado na F1, Gasly conseguiu recuperar o desempenho e encerrou aquele mesmo ano com um resultado marcante: o segundo lugar no GP de São Paulo. Em 2020, conquistou ainda sua primeira vitória na categoria, no GP da Itália, já pela AlphaTauri. Desde então, construiu uma trajetória mais estável e passou por diferentes desafios até chegar à Alpine.
Apesar das experiências difíceis, o francês não vê a pressão externa apenas como algo negativo. Ao falar sobre a recepção dos fãs brasileiros, Gasly destacou a energia que recebe do público e a importância desse apoio durante o fim de semana de corrida.
— Eu acho que essa é a beleza da F1. E eu recebo muita energia. Nesses momentos, gosto de ser apoiado. Sempre dou o meu melhor quando estou na pista. E o Brasil é um lugar onde recebo muito apoio. Então, é uma energia muito boa para mim também — completou.