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Se é verdade que existem males que (podem) vir para bem, a derrota de ontem deixou expostas algumas contradições. Antes de entrar no mérito das lições internas, refiro ao absurdo do calendário brasileiro. Querendo copiar o europeu, obriga aos clubes que chegam vivos em todas as frentes – caso nosso – a colocar em risco na hora decisiva a participação de atletas em jogos sequenciais. E, não por acaso, departamento médico lotado e ausências que enfraquecem o bom desempenho da equipe.
No caso Atleticano, em função de um planejamento mal feito – emendado e remendado durante a temporada – elenco desequilibrado e com algumas posições sem jogadores qualificados. À título de exemplo, se nos sobram goleiros (temos dois excelentes) falta lateral direito, obrigando para a melhor formação utilização de um volante de qualidade razoável naquele setor. Some-se a isso, equívocos constantes do treinador – que reitero reconhecer que está fazendo limonada com pouco limão – como no caso de prestigiar o pior zagueiro em detrimento do melhor do nosso elenco. Vida que segue!
A formação inicial de ontem era a mais lógica, só preservaria o Vitão, que nem devia ter viajado. Foi a última, anote Barba – a última -, vez nesta temporada que a Massa admitiu essas escolhas. Que nos serviram para tirar algumas conclusões, já pensando no próximo ano. Ao que foi levado para o Rio de Janeiro, a única formação possível foi essa que iniciou a partida, com a ressalva feita na zaga. O resultado, quinta derrota consecutiva, ao que penso ainda não me sugere entrar no modo desespero. Temos no sábado a oportunidade de relevar todas essas derrotas seguidas, desde que – sem penalidades, se possível – assegure a vaga na finalíssima da Copa do Brasil. Fora disso, não haverá perdão
Entretanto, ocorre que, entre os 11 iniciais dois deles são titularíssimos. Éverson, que pela recente recuperação, necessitava atuar para ganhar ritmo de jogo e Vitão. A fatalidade que acompanha opções de desatentos foi implacável. O jovem zagueiro, o melhor entre os cinco que estão sendo utilizados, teve uma contusão que será ainda avaliada. E aconteceu pelo desespero em busca de tentar salvar um mísero ponto nesse Brasileiro com nenhum ponto conquistado em nove possíveis nos últimos jogos. Erro grosseiro da avaliação do Barba. Preservou o menos indicado, para não dizer o pior, entre os jogadores da posição. O nome da peça é Lyanco.
O jogo de ontem, sintetizando, foi ruim do princípio do fim. Os cariocas, fracos, enfrentando o time reserva do Galo. Se os titulares não venceram ao Grêmio, não foi surpresa o que assistimos na noite desta triste quarta-feira. Daqueles jogos feios decidido num lance isolado e com gol – acreditem – do nada saudoso Edenílson. Depois foi um sufoco danado, alternado com estéreis ameaças dos nossos improdutivos atacantes. Cauã Soares, que tanto reclamei por oportunidades, em nada justificou ser escalado desde o início. Leo Duarte, Scarpa, Dudu e até Alexsander confirmaram não serem opção para 2027. E o depreciado Preciado? Horroroso! Reação e reformulação, JÁ!
Por fim, sem qualquer responsabilidade pelo péssimo futebol das duas equipes, no mesmo nível o juizinho. Registros: escanteio inexistente sem interferência do var (na tv tentaram justificar que só vale na próxima temporada, pois já vi nessa atual algumas situações que desmente) marcação de impedimento depois do tempo, encerrando tempo de jogo com a bola em ataque promissor. Ah! O rapaz tem apenas 26 anos e é boa promessa. Então vai apitar séries C e D antes de atuar em primeira divisão. Finalmente, justificando o atraso na postagem. Fui até minha Araxá (vi o jogo lá), por perda familiar (última tia do lado paterno), só chegando em BH agora por volta de 8h. Foi minha primeira tarefa do dia, redigir nossa resenha. Vida que segue!
*fotos: Pedro Souza/Atlético