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Ex-campeãs mundiais, a australiana Molly Picklum e a norte-americana Caitlin Simmers defrontam-se na final feminina do MEO Rip Curl Pro Portugal, 10.ª etapa do Championship Tour. Admiram-se mutuamente e desejam ondas mágicas e bombas em Supertubos.
Molly Picklum e Caitlin Simmers, ambas ex-campeãs mundiais, são as finalistas do MEO Rip Curl Pro Portugal, a 10.ª etapa do Championship Tour (CT), o circuito de elite da Liga Mundial de Surf (World Surf League, WSL). A final feminina está prevista para amanhã, sexta-feira, dia 23, juntamente com as meias-finais masculinas — Gabriel Medina frente a Italo Ferreira e Yago Dora contra Griffin Colapinto — e as finais masculina e feminina.
A australiana Molly Picklum, de 23 anos, conquistou o título mundial em 2025. Caitlin Simmers, norte-americana de 20 anos, sagrou-se campeã mundial em 2024. Agora, as duas encontram-se na decisão da etapa portuguesa do CT, nas ondas de Supertubos, em Peniche.
A admiração é mútua.
“A Molly é uma das minhas inspirações para os tubos de backside”, revelou Caitlin Simmers aos jornalistas. “E, com os tubos que estão previstos para amanhã, seria maravilhoso”, acrescentou a surfista californiana, de sardas no rosto, depois de eliminar a havaiana Bettylou Sakura Johnson na meia-final feminina.
A Catty é uma excelente surfista e inspira-me verdadeiramente, dentro e fora de água. Inspiramo-nos mutuamente e temos uma boa relação. Conseguimos deixar o surf de lado e perceber quando a competição entra em jogo
“Adoro a Catty. Estou muito feliz por a encontrar na final”, confessou Molly Picklum, após derrotar a veterana norte-americana Lakey Peterson na outra meia-final.
Será o quarto confronto entre as duas em finais de etapas do circuito. Picklum venceu no Taiti, em 2025, enquanto Simmers já ergueu dois troféus: em Pipeline, em 2024, e no Abu Dhabi Pro, em 2025.
“A Catty é uma excelente surfista e inspira-me verdadeiramente, dentro e fora de água. Inspiramo-nos mutuamente e temos uma boa relação. Conseguimos deixar o surf de lado e perceber quando a competição entra em jogo”, sublinhou Picklum.
«Ela é mágica nos tubos e dentro de água. Adoro essa faceta, porque me leva ao meu melhor nível. Tudo o que quero é mostrar o meu melhor surf», acrescentou a australiana, que incluiu uma vitória em Peniche na sua lista de objetivos.
“Ainda nem acredito. Estou entusiasmada e expectante com aquilo que se poderá formar. Espero encontrar as condições mágicas de Supertubos para acrescentar esta experiência à minha bucket list”, afirmou Picklum, que chegou às meias-finais na edição do ano passado.
“Supertubos é uma das ondas mais divertidas do mundo. É parecida com a onda onde cresci e aprendi a surfar. É por isso que gosto tanto dela: sinto-a como familiar”, confidenciou Caitlin Simmers, natural de Oceanside, na região de San Diego, Califórnia.
“É um surf desafiante, mas temos de saber ler o oceano para apanhar a onda», explicou a norte-americana, que aproveitou os dias de pausa na competição para explorar a costa portuguesa pela Estrada Nacional 247.
“Surfei muito. Fui à Ericeira, aos Coxos. Foi muito divertido. Também estive em Santa Cruz e na Almagreira”, contou. “Amo Portugal. Adoro Peniche”, exclamou.
A presença na final garante às duas surfistas a oportunidade de subir na hierarquia mundial. “Adoraria subir no ranking. É por isso que todas queremos vencer etapas”, explicou Simmers.
A norte-americana, atualmente sexta classificada no ranking provisório, procura a vitória frente a Picklum, segunda classificada, mas garante que não está “stressada” com a possibilidade de conquistar o troféu.
“É importante para mim conseguir surfar como quero, mas também apresentar-me como quero, vestir o que quero, vir para a praia com os meus amigos e desfrutar. Essas são as coisas que têm valor para mim”, afirmou.
Supertubos é uma das ondas mais divertidas do mundo. É parecida com a onda onde cresci e aprendi a surfar. É por isso que gosto tanto dela: sinto-a como familiar
Para Molly Picklum, a vitória em Supertubos poderá ter um significado adicional: permitir-lhe-á chegar ao primeiro lugar do ranking mundial.
A conquista da etapa “é importante” para as suas contas pessoais, reconheceu a australiana. Sair de Peniche com a licra amarela, símbolo de líder do circuito, “seria bonito e fantástico”. Ainda assim, o grande objetivo é conservar essa posição até ao final da temporada, cuja última etapa está prevista para Pipeline, no Havai, entre 8 e 20 de dezembro.
Amanhã, sexta-feira, dia previsto para a conclusão do MEO Rip Curl Pro Portugal, além da luta pelo triunfo e pelos pontos no ranking mundial, as duas surfistas que se inspiram mutuamente partilham o desejo de encontrar condições épicas em Supertubos.
Caitlin Simmers espera “ter sorte com a mãe oceano ao meu lado para me dar boas ondas”, murmurou. “Tivemos (hoje) ondas divertidas. Mas espero que amanhã esteja maior e melhor. Oceano limpo, perfeito”, desejou.
Molly Picklum partilha a mesma expetativa. “A Mãe natureza é uma garota difícil. É a bela e o monstro. Espero que amanhã as ondas sejam melhores. Rezo para que as ondas sejam muito boas. Porque é muito mais divertido como surfista quando há “bombas”, conclui a australiana.