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Diante da selecção anfitriã, os angolanos não conseguiram contrariar a eficácia marroquina, ficando sem o título continental, apesar da campanha que permitiu à equipa nacional alcançar a final da prova.
A presença na decisão representa um percurso de destaque para Angola, que chegou à final depois de ultrapassar a fase de grupos e as eliminatórias, confirmando a capacidade competitiva do futsal nacional perante algumas das principais selecções africanas.
Na fase de grupos, a selecção orientada por Márcio Garcez terminou no primeiro lugar do Grupo B, com nove pontos, fruto de três vitórias consecutivas. A caminhada começou com o triunfo sobre Moçambique, por 5-1, prosseguiu com a goleada diante da Tanzânia, por 6-0, e ficou concluída com uma reviravolta frente ao Egipto, vencido por 4-2.
Nas meias-finais, disputadas a 19 de Outubro, Angola voltou a demonstrar capacidade de reacção ao vencer a Argélia por 3-2, depois de chegar ao intervalo em desvantagem por dois golos. Adérito Santos reduziu a diferença, Hornes Santo restabeleceu a igualdade e Francisco Gabriel “Chico” marcou o golo decisivo, garantindo a segunda presença consecutiva dos angolanos na final da competição.
Na decisão, contudo, Marrocos confirmou o favoritismo e conquistou o quarto título consecutivo da prova. Othmane El Idrissi, Youssef Jaouad, Idriss Raiss El-Fenni, Ismail Amazal e Bilal Bakkali marcaram para a selecção anfitriã, enquanto João Cambangula e Anderson Fortes apontaram os golos de Angola.
Com este resultado, Angola volta a terminar o CAN de futsal na segunda posição, repetindo o desfecho da edição de 2024, também frente a Marrocos. Apesar de não conquistar o primeiro título africano da sua história, a selecção nacional encerra a campanha com quatro vitórias e uma derrota, depois de demonstrar capacidade de reacção nos jogos decisivos.