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Há detalhes num jogo de futebol que decidem tudo. Um deles é a bola parada. Um livre direto ou um pontapé de canto podem valer três pontos, desbloquear uma partida ou mudar o rumo de uma eliminatória. E o Sporting, durante os últimos anos, sentiu precisamente a falta de alguém capaz de transformar esse tipo de oportunidade numa ameaça constante. Rui Borges, porém, aproveitou a recente reformulação do plantel para atacar de frente o problema, estabelecendo uma hierarquia clara e qualificada de batedores.
Nos últimos anos, a taxa de conversão no remate direto à baliza foi reduzida. Se olharmos para o passado recente, a responsabilidade foi sendo repartida por nomes como Pedro Gonçalves, Hjulmand, Viktor Gyokeres, Marcus Edwards ou Francisco Trincão, mas nenhum ganhou o rótulo de especialista.
O registo histórico recente ilustra bem essa escassez: até ao tiro certeiro de Zalazar — na vitória sobre o Galatasaray na Champions — o último golo de livre dos leões tinha pertencido a Pedro Gonçalves, em março de 2026, na vitória por 4-1 sobre o Alverca (o seu único golo na especialidade). Antes disso, era preciso recuar a abril de 2025 para encontrar outro festejado da mesma forma, saído dos pés de Gyokeres frente ao Moreirense.
O cenário sofreu uma reviravolta radical esta época. A entrada de reforços devolveu ao leão uma capacidade de fogo que já se traduz em momentos marcantes. Zalazar deu o exemplo ao carimbar um golo monumental diante do Galatasaray, mas Nestory Irankunda, nesta pausa internacional, deixou o mundo do futebol de olhos postos na sua técnica ao assinar um golo soberbo de livre direto ao serviço da Austrália, frente ao Brasil.
Nesse sentido, na nova hierarquia idealizada no plantel, apurou A BOLA, estes dois nomes surgem na frente, mas há outras soluções identificadas como Geny Catamo, Flávio Gonçalves e Debast. Cinco soluções de perfis complementares que prometem transformar a bola parada numa verdadeira arma de arremesso dos leões. Cinco soluções para um problema que, durante demasiado tempo, o Sporting procurou resolver sem encontrar um especialista capaz de assumir verdadeiramente o lugar...
RODRIGO ZALAZAR
Está no topo dos batedores. Afirmou-se como especialista nos livres e nos cantos, tirando partido da potência e precisão do seu pé direito para derrubar as defesas.
IRANKUNDA
Segunda opção de pé direito, distingue-se pelo remate técnico focado em contornar a barreira, imprimindo um efeito de descida rápida que a faz cair nos ângulos da baliza.
GENY CATAMO
Garante a indispensável alternativa de pé esquerdo no plantel. Rápido e imprevisível, é a solução ideal para remates descaídos ou cruzamentos chegados à baliza.
FLÁVIO GONÇALVES
Jovem talento tem excelente capacidade de colocação de pé direito, aliando curva e elevação rápida para desviar a bola dos defesas e colocá-la junto aos postes.
ZENO DEBAST
Central fecha este lote de soluções, sobretudo em remates de meia/longa distância, pois consegue aliar a potência à forte colocação da bola.