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A terceira jornada da liga milionária proporcionou jogos espetaculares, como foi o caso do PSG-Barcelona (4-2), do Liverpool-Villarreal (4-3) e do Bayern Munique-Arsenal (2-2), mas também houve surpresas, com o estreante Como 1907 a impor uma goleada histórica (4-1) ao Manchester United. À medida que a competição avança faz-se a primeira seleção e, neste momento, apenas cinco equipas fizeram o pleno de vitórias.
A jogar em casa, as equipas portuguesas tiveram uma jornada para esquecer. O Sporting foi derrotado pelo LASK (2-3), saiu da zona de apuramento direto para os oitavos de final, mas está nos lugares de acesso ao playoff (12.º). Na próxima jornada, vai a Londres defrontar o Shakhtar Donetsk (3 de novembro, às 17h45), mas depois as dificuldades aumentam com o Manchester United (casa), Roma (fora), Barcelona (casa) e Manchester City (fora). O FC Porto perdeu o terceiro jogo consecutivo (0-1) e o apuramento para o playoff ficou mais difícil (34.º), mas ainda tem cinco jogos para recuperar.
Recebe o Nápoles na próxima jornada (4 de novembro, 20h00), e depois defronta o Feyenoord (fora), Liverpool (fora), Slavia Praga (casa) e LASK (fora). Os oito primeiros classificados da fase regular apuram-se para os oitavos de final, as equipas classificadas entre o 9.º e 24.º lugares vão disputar o playoff a eliminar.
Apesar das derrotas de Sporting e FC Porto, Portugal manteve o sexto lugar no ranking europeu, mas ficou mais longe do lugar extra na próxima edição da Liga dos Campeões. Benfica, Torreense (Liga Europa) e Braga (Liga Conferência) jogaram ontem, à hora de fecho desta edição, e se pontuarem podem compensar a semana negativa na Liga dos Campeões.
A história repetiu-se
O Sporting teve uma entrada de leão, aos cinco minutos estava a ganhar com a grande penalidade convertida por Luis Suárez. A equipa teve um início forte, mas depois perdeu o controlo do jogo, não conseguiu ligar os setores, não teve intensidade, nem inspiração e também não criou perigo. Embora tenha rematado mais (15 contra 11), teve menos remates enquadrados com a baliza (4 contra 7). Faltou tudo à equipa de Rui Borges, que não soube contornar a organização tática do adversário. O LASK, atual terceiro classificado da liga austríaca, explorou bem os erros e as perdas de bola do Sporting a meio campo, foi eficaz a atacar e virou o resultado para 3-1 no segundo tempo. Luis Suárez ainda reduziu nos minutos finais, mas faltou engenho e arte para evitar a primeira derrota da época. Já em 2020, os austríacos tinham gelado as bancadas de Alvalade com uma goleada (4-1) no playoff da Liga Europa.
No final da partida, Rui Borges foi assertivo: «Não tenho de pedir desculpa a ninguém, tenho de dizer que não fomos capazes e tínhamos a obrigação de fazer mais. Faltou-nos a intensidade e energia que tivemos com o Braga e Lens. Vamos tirar outras ilações e perceber de que forma podemos crescer no futuro». O técnico falou dos aspetos que levaram a este resultado. «Houve falta de inspiração. Tínhamos a obrigação de fazer mais, mesmo dando mérito à estratégia e qualidade do adversário. Sabíamos que eram perigosos nas transições ofensivas e nos contra-ataques e acabaram por fazer três golos nesses momentos, em perdas de bola nossas». O Sporting está nos lugares de acesso ao playoff, mas é preciso fazer mais para garantir um lugar na fase seguinte, como reconheceu o técnico: «No futuro, temos de fazer muito mais se queremos ganhar jogos na Liga dos Campeões seja em casa ou fora. A vontade de ganhar é a mesma», concluiu.
O FC Porto teve um desempenho medíocre perante o campeão dos Países Baixos. Teve duas oportunidades para marcar num jogo que tinha obrigatoriamente de ganhar para se manter na luta pelo apuramento para o playoff, o que é manifestamente pouco. O PSV foi sempre mais e melhor equipa, teve o domínio do jogo e ganhou com mérito (1-0). A equipa portuguesa nunca conseguiu sair da marcação individual e da pressão alta feita pelo campeão neerlandês, que muitas vezes teve os dois defesas centrais a jogar no meio campo do FC Porto! Os assobios vindos da bancada a meio da primeira parte eram justificados. O campeão nacional só apareceu nos últimos 10 minutos, quando o PSV colocou gelo no jogo, até porque alguns jogadores davam mostras de cansaço.
Francesco Farioli reconheceu as dificuldades: «Acho que em 64 jogos no FC Porto, este foi o jogo em que tivemos mais dificuldades em pressionar. O PSV é das equipas que corre mais, é muito forte fisicamente. Era um jogo exigente, onde precisávamos de ganhar duelos. Numa das poucas situações que tiveram, marcaram. Tínhamos o sentimento de que se ficássemos a jogar mais 25 minutos, não íamos marcar», disse o treinador dos azuis e brancos. De forma incompreensível, voltou a ver um jogo diferente da realidade. O PSV teve mais posse de bola (60% contra 40%), mais eficácia no passe (88% contra 82%), atacou mais (52 contra 39) e também rematou mais (17 contra 15). «Acho que criámos o suficiente para conseguirmos outro resultado. É a terceira vez que digo isto depois de um jogo da Champions League… é algo que temos de melhorar», afirmou Francesco Farioli. Depois de melhorar a qualidade de futebol seria bom mudar a narrativa: o treinador está com dificuldade em perceber que jogar a principal competição de clubes da Europa não é a mesma coisa do que disputar a liga portuguesa… Os adeptos perceberam isso e a contestação subiu de tom ao longo da partida, especialmente por parte dos Super Dragões, sempre eles. Jan Bednarek respondeu à turba e o ambiente ficou ainda mais tenso. O capitão Diogo Costa também falou e deixou um recado interno: «As equipas começam a perceber como nós jogamos. Temos de ser mais fortes, talvez mais agressivos, talvez arriscar mais um pouco, mas não quero alongar-me muito para analisar o que está mal e está bem», disse o guarda-redes do FC Porto.
Concluída a terceira jornada da Liga dos Campeões, o PSG é a equipa mais goleadora da prova (14 golos), o Barcelona tem mais posse de bola (61,7%) e mais eficácia no passe (92%). Arsenal, PSV e Stuttgart têm a melhor defesa da competição (2 golos sofridos), ao invés do Bratislava, que tem a pior defesa (13 golos sofridos).
Benfica favorito na Europa
Benfica e Torreense, na Liga Europa, e Braga, na Liga Conferência, jogaram ontem à hora de fecho desta edição. A equipa de Marco Silva foi ao Chipre defrontar o Omonia, quarto classificado da liga cipriota. Se vencer, é a primeira vez que o Benfica ganha os três primeiros jogos da fase de grupos ou de liga das competições europeias. O Torreense esteve a escassos minutos de causar nova surpresa, frente ao Sunderland (1-2) na jornada anterior, e agora viajou até à Hungria para defrontar o Ferencváros, sexto classificado da liga magiar.
O supercomputador Opta atualizou as previsões da Liga Europa e colocou o Benfica como grande favorito a ganhar a competição. Depois da goleada ao Celtic (4-1), os encarnados terão 15,2% de conquistar o troféu, na frente do Bayer Leverkusen, com 13,5%. Ainda segundo esta previsão, nas meias-finais estariam estas duas equipas, o Bournemouth e a Juventus. Relativamente ao Torreense, o supercomputador dá 30.8% de hipóteses de se qualificar para o playoff e 0,2% de se qualificar para os oitavos de final. O Braga recebeu o Gent para Liga Conferência três dias depois de ter mudado de treinador. l
CLASSIFICAÇÃO
1.º PSG – 9 pontos
2.º Aston Villa – 9
3.º Liverpool – 9
4.º Real Madrid – 9
5.º Betis – 9
6.º Stuttgart – 7
7.º Arsenal – 7
8.º Barcelona – 6
12.º Sporting – 6
34.º FC Porto – 0