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Na conferência de imprensa após o Sporting-Ac. Viseu (1-2), Rui Borges afirmou acreditar que o Sporting pode ser campeão em 2026/27. Após o desaire deste domingo, os leões estão já a nove pontos do topo da tabela (FC Porto).
Na história da liga portuguesa já houve diversas recuperações espetaculares, quatro delas de sete ou mais pontos.
As mais recentes ocorreram em temporadas consecutivas e tiveram como protagonistas Bruno Lage (pelo Benfica) e Sérgio Conceição (pelo FC Porto).
Em 2018/19, Bruno Lage substituiu Rui Vitória após a 15.ª jornada (início do ano), quando o Benfica estava na 4.ª posição a sete pontos do líder, FC Porto (liderado por Sérgio Conceição, que tinha sido campeão no ano anterior, pondo fim a um reinado de quatro títulos do Benfica). Até ao final do campeonato, as águias recuperariam nove pontos aos dragões e sagrar-se-iam campeãs nacionais.
Na temporada seguinte, o Benfica de Bruno Lage cavou um fosso também de sete pontos sobre o FC Porto (entre a 17.ª e a 19.ª jornada). Na rodada seguinte, os dragões receberam as águias com a obrigatoriedade de ganhar, para não se atrasarem de forma praticamente irremediável e conseguiram-no (3-2). Até ao final daquela edição da Liga, os portistas fizeram mais 12 pontos que as águias (82 vs. 77, no total), sagrando-se campeões, enquanto o Benfica ainda mudou de treinador (Nelson Veríssimo sucedeu a Lage).
Em 2015/16, na 1.ª temporada de Jorge Jesus como treinador do Sporting (vindo do Benfica), à 13.ª jornada os leões tinham mais oito pontos do que as águias (que tinham um jogo a menos, realizado em dezembro, contra o U. Madeira, entre a 13.ª e 14.ª jornada). Noutras rodadas, essa distância foi de sete pontos. O Benfica (comandado por Rui Vitória) acabaria por conseguir somar pontos do que o Sporting (88 vs. 86), tendo conquistado a liderança em Alvalade, na 25.ª jornada, graças à vitória por 1-0.
A maior recuperação que resultou no título de campeão (sem jogos em atraso a aumentar a desvantagem pontual recuperada) aconteceu, porém, logo no princípio do século (2000/01) e com um protagonista improvável: o Boavista. Ao cabo de 12 jornadas, a equipa treinada por Jaime Pacheco era 4.ª classificada, com menos oito pontos que o 1.º, o FC Porto (de Fernando Santos). No final da competição, o Boavista conseguiria mesmo o seu primeiro título de campeão nacional, com mais um ponto que o FC Porto (vantagem que chegou a ser de quatro pontos, antes da última jornada).
Maiores recuperações pontuais na Liga de um campeão para o líder
| Época | Campeão | Perdedor | Pontos recuperados |
| 2000/01 | Boavista | FC Porto | 8 |
| 2015/16 | Benfica | Sporting | 8* |
| 2018/19 | Benfica | FC Porto | 7 |
| 2019/20 | FC Porto | Benfica | 7 |
*Com um jogo a menos
Desta forma, é falso que alguma equipa em Portugal tenha conseguido ser campeã depois de ter um atraso de nove pontos (que é o atual acumulado pelo Sporting) para o líder da prova.