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A viver uma fase conturbada na carreira, Álvaro Morata enfrenta a maior seca da carreira. Apenas treze meses após ter capitaneado e liderado a seleção de Espanha — período em que conquistou o Euro e atingiu a final da Liga das Nações —, o avançado de quase 34 anos atravessa um período de grande dificuldade ao serviço do Leganés, na Segunda divisão espanhola.
O regresso a casa, ao clube dos arredores de Madrid, tinha tudo para ser uma despedida tranquila e emotiva após uma época apagada no Como, mas o cenário em campo tem sido adverso. Nos primeiros sete jogos disputados pelo emblema espanhol, o ponta de lança contabiliza mais expulsões do que golos: viu um cartão vermelho no último fim de semana, na derrota caseira (0-1) frente ao Córdoba, e foi recentemente alvo de fortes críticas nas redes sociais devido a uma oportunidade escandalosa falhada em frente à baliza.
O jejum em campeonatos nacionais arrasta-se há 17 meses, perfazendo exatamente 515 dias. O último golo de Morata numa prova de liga aconteceu a 24 de maio de 2025, quando representava o Galatasaray por empréstimo do Milan, num triunfo por 2-0 no reduto do Goztepe. Desde essa data, realizou mais um encontro pela formação de Istambul, 26 pelo Como — onde reencontrou o amigo Cesc Fàbregas — e sete pelo Leganés, somando apenas um golo em todas as competições: a 27 de janeiro, pelos italianos, ao selar o triunfo por 3-1 ante a Fiorentina, a contar para a Taça de Itália, após ter saltado do banco aos 85 minutos.
A dois dias de festejar o 34.º aniversário, o experiente avançado, formado no Atlético Madrid, lançado pelo Real Madrid e com passagens por Chelsea e Juventus, lida com uma quebra evidente. Ao longo da carreira, Morata nunca escondeu as batalhas travadas no domínio da saúde mental, abordando abertamente episódios de depressão que afetaram a sua vida, a relação com Alice Campello — mãe dos seus quatro filhos — e a própria disponibilidade em campo.
Coletivamente, o momento do Leganés também não ajuda. Despromovida da LaLiga em 2025, ano em que lançou Yan Diomande, a formação madrilena ocupa o 17.º lugar da tabela, apenas três pontos acima da zona de descida e a sete do sexto posto, o último a conceder acesso aos play-offs de subida. .