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Luciano Gonçalves garante: «Nenhum presidente tentou aliciar-me»

Presidente do Conselho de Arbitragem diz que não vê motivos para se demitir e recorda contornos do caso Hélder Malheiro

Luciano Gonçalves garante: «Nenhum presidente tentou aliciar-me»

Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, recordou os contornos do caso Hélder Malheiro e garantiu que nunca foi aliciado por Paulo Lopo, ex-presidente do Estrela da Amadora, ou por qualquer outro líder de um clube.

"Nunca tive nenhum presidente que me tentasse aliciar. Tenho a minha consciência tão tranquila que estou completamente disponível para investigarem tudo o que tiverem de investigar e tratar do que for necessário para dar-lhes acesso ao meu sigilo bancário, meu e da família, da minha mulher e do meu filho, em Portugal e no estrangeiro. Se alguma vez visse uma irregularidade, ia-me embora logo a seguir", assegurou esta quinta-feira, em entrevista à RTP Notícias.

"A forma como se trata o futebol fora das quatro linhas pouco o valoriza. Este tema está efetivamente a criar um desconforto e a aumentar a desconfiança, no fundo a fazer mal ao futebol, não tenho a menor dúvida. Mas nada fiz para estar nesta posição, nem os árbitros. Não suspendo o meu mandato, não por estar agarrado ao lugar, pois não tenho qualquer problema em sair daqui. Se sair da arbitragem tenho emprego. Não dependo disto. Também não tenho problema em reconhecer que ganho acima da média nacional", acrescentou.

O dirigente realçou ainda que não pode sair. "Os estatutos da Federação Portuguesa de Futebol não permitem que se possa suspender o mandato. Não esquecer também que fui eleito há ano e meio por 70 por cento do caderno eleitoral da FPF, nem fiz nada para estar nesta posição. A não ser que exista uma acusação, algo de muito grave, se não seria um precedente gravíssimo", apontou.

Não querendo comentar os pedidos de afastamento por parte de FC Porto e Sp. Braga - "não pode valer tudo para conseguir o que se pretende" -, Gonçalves destacou a solidariedade de Pedro Proença: "O presidente tem estado sempre a meu lado. Se me pergunta enquanto presidente do Conselho de Arbitragem, se gostaria que publicamente me viesse defender quando da decisão do Conselho de Justiça e o ataque à minha família, e viesse dar uma palavra de solidariedade, naturalmente gostava."

De resto, admitiu que está "disponível" para ser ouvido. "Estou ansioso para que isso efetiva aconteça, para que este caso seja o mais rapidamente possível esclarecido. Equipamentos? É o mesmo número de telefone, os computadores são os mesmos, não há outras mensagens apagadas. Estou disponível para o que necessitarem porque não tenho nada a esconder sobre o que quer que seja. Mas ainda nem sequer fui contactado pelo Ministério Público", revelou.

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