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"Não conseguimos mudar características individuais dos jogadores em pouco espaço de tempo. São mais questões coletivas e de posicionamento. Terá de ser feito de uma forma quase passiva, sem tirar energia aos jogadores, porque não temos semanas limpas para trabalhar. Com semanas limpas, há momentos de aquisição de aspetos coletivos. Uma forma de o fazer, mais passivamente, é através do vídeo, para perceberem o que pretendemos. Quando chegar o momento de criar esses momentos com intensidade, precisamos de tempo de trabalho para os ajudar a crescer. Quando os adversários jogam em situações de um contra um, a capacidade de ganhar duelos é muito importante. Temos tentado incorporar isso ao nível dos treinos, mas também temos ferramentas para os jogadores perceberem esses aspetos."
"É difícil avaliar. Acreditamos muito neste plantel. Não é justo avaliar este e compará-lo com outros que tive. Não faz sentido entrar por esse caminho. O nosso plantel agrada-me bastante. Tem uma boa mistura de maturidade e experiência com jogadores jovens, alguns deles da formação. Gosto de trabalhar com plantéis com muita competitividade e temos isso aqui. O Kaminski sabe bem o que enfrenta na sua posição e, antes da lesão, deu uma boa resposta. Está a voltar. É importante que todos os jogadores sintam que, mesmo estando a jogar, têm companheiros prontos para ganhar o lugar. São boas dores de cabeça para se ter."
"Apresenta dificuldades, sim. Têm jogadores muito jovens, irreverentes e com qualidade técnica. Jogam com uma linha de três atrás, com os laterais muito profundos, e fecham numa linha de cinco. Têm princípios com bola e são um pouco imprevisíveis naquilo que conseguem colocar no jogo. Com bola, conseguem criar problemas. É um adversário difícil. Não olhamos para a tabela. Temos de respeitar todos os adversários e, ainda mais, a nós próprios. Temos de estar sempre no máximo. A nossa obrigação é fazer tudo o que conseguirmos para ganhar os nossos jogos."