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S ̄o mais as ondas da Nazar←, e n ̄o tanto o futebol, que constituem a grande fama da vila do distrito de Leiria. No entanto, o desporto-rei tamb←m tem lugar naquele local ¢ beira-mar plantado e esta ←poca marca o regresso do Nazarenos aos campeonatos nacionais, 21 anos depois da ltima participa ̄o na extinta III Divis ̄o, em 2004/05.
Mais de duas d←cadas volvidas, Ricky Duarte ← o goleador e capit ̄o do Nazarenos. Nascido e criado na vila, explica a O JOGO um projeto da Dire ̄o em funes h£ "quase quatro anos" e que pretendia recolocar a turma do Oeste nos nacionais. "No primeiro ano, subiu o Pombal. H£ duas ←pocas, o campe ̄o da AF Leiria foi o Uni ̄o da Serra, que tem uma excelente equipa, como est£ a demonstrar no CdP; na temporada passada, a Dire ̄o trabalhou para escolher os jogadores certos, e ¢ terceira foi de vez. Conseguimos subir", resume. "O objetivo [no CdP] passa pela perman↑ncia, o mais r£pido poss■vel", acrescenta.
Ainda assim, o arranque foi dif■cil. Quatro derrotas em quatro partidas, dez golos sofridos e apenas um marcado, deram a lanterna-vermelha ao Nazarenos, at← domingo passado. Houve, enfim, um triunfo, por 3-1, em F£tima, e Ricky Duarte bisou. "Nas outras jornadas, defront£mos equipas que v ̄o lutar pela subida, como O Elvas, Marialvas e Mort£gua. Precis£vamos de pontuar para ganharmos confiana. Este grupo merece, trabalha muito e dedicou-se bastante nesta paragem", elogia o atacante, que divide o futebol com a profiss ̄o de personal trainer num gin£sio. "Levanto-me todos os dias ¢s 7h00 e os treinos s ̄o ¢s 19h45. Na nossa equipa temos oper£rios fabris; estudantes universit£rios, entre Leiria e Rio Maior; um barbeiro e professores de educa ̄o f■sica...", enumera.
Nada que possa beliscar a "raa" nazarena, que Ricky tenta passar para os colegas, auxiliado pelos restantes companheiros tamb←m naturais da Nazar←. "Digo sempre antes dos jogos que o nosso ADN ← a nossa grande arma. Temos qualidade, mas creio que onde nos podemos distinguir ← na nossa agressividade, atitude e raa. Somos todos amadores, mas dentro do campo somos profissionais. Temos de manter o que o povo da Nazar← foi e continua a ser", enfatiza.
Apesar da luta por pontos, Ricky garante que o apoio est£ em crescendo. "Desde h£ ano e meio, quando perdemos a final da Taa da AF Leiria, comeou a formar-se uma claque. Al←m disso, as pessoas da Nazar← tamb←m gostam de futebol. T↑m aquela m■stica e raa nazarena e, se o clube estiver bem, vamos ter muita gente ao nosso lado", termina.
Ricky Duarte comeou a jogar futebol no Nazarenos, passou para o Marinhense em sub-15 e os dois anos de sub-19 foram feitos no Chaves e no Nacional. Como s←nior, teve incurses por emblemas mais long■nquos de casa, como Brito SC, Olhanense e AD Oliveirense, numa carreira que, sem rodeios, diz que podia ter sido diferente. "Fiz uma grande ←poca nos juvenis do Marinhense e fui para o Chaves. Desde novo que me acostumei a estar fora de casa e a viver do futebol. Mas tive contratempos e nem sempre fiz as melhores escolhas. Gostava de ter tido uma carreira diferente. E devia ter alcanado outros patamares", reflete.