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Ainda vamos em outubro e o Benfica já superou os 50 golos marcados esta temporada. Leu bem, mais de 50. Para sermos precisos são 53 em 17 jogos, o que dá uma média aproximada de três por encontro.
Os números impressionam, ainda mais quando colocados em comparação com os da época passada, em que os encarnados, sob o comando de Bruno Lage e José Mourinho, só marcaram 23 golos nas primeiras 17 partidas que realizaram. Foram menos 30 do que na atual. A diferença é abismal.
O registo ofensivo da última temporada, em 17 jogos, é mesmo o pior das águias da última década. Rivaliza com o de 2017/18, quando uma equipa então liderada por Rui Vitória se ficou pelos 26 golos. Mesmo com Jonas no ataque, que no final dessa temporada foi o artilheiro da Liga com 34.
Desde 2016/17, o Benfica só quebrou barreira dos 40 golos marcados, no mesmo intervalo de jogos, por outras três vezes.
A primeira foi precisamente nessa temporada, também com Rui Vitória como treinador, quando marcou por 40 vezes. Em 2020/21, com Jorge Jesus, e 2022/23, com Roger Schmidt, fez ainda melhor, chegando em ambas aos 41 golos. Longe, ainda assim, dos atuais 53.
É preciso recuar à temporada 2009/10, a primeira de Jesus como treinador do Benfica, para se ver um volume de golos marcados similar ao desta época. E, mesmo aí, aquém do atual. Foram «só» 51.
A participação nas eliminatórias de acesso à Liga Europa ajudou a impulsionar os números ofensivos do Benfica de Marco Silva (só aí fez 19 golos, em seis jogos), mas também lhe pertence, até ver, a goleada mais expressiva da Liga portuguesa (7-0 ao Casa Pia), na qual detém o melhor ataque com 24 golos, mais quatro do que FC Porto e Sporting.
O principal contribuidor para esta avalanche de golos tem sido Vangelis Palvidis, com 16 (mais quatro assistências), ele que marcou na goleada ao Omonia, na quinta-feira, e já assinou um póquer e um hat-trick, esta temporada. Seguem-se-lhe Gianluca Prestianni (nove golos e cinco assistências) e Rafa Silva (cinco golos e uma assistência).
O ímpeto goleador do Benfica volta a ser colocado à prova, segunda-feira (18h45), no regresso da Liga portuguesa, quando defrontar, nos Açores, o Santa Clara.