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O FC Porto registou, esta terça-feira, a sua primeira derrota caseira frente a oposição dos Países Baixos. Mas mais relevante do que essa curiosidade - ou referência a fantasmas do passado de Farioli - é o facto deste encontro com o PSV representar a terceira derrota dos dragões em três jornadas da Liga dos Campeões.
0-2 frente ao Manchester City, 3-2 na visita ao Real Betis e agora 0-1 com a formação de Eindhoven. Para encontrar um arranque tão mau nesta competição é preciso recuar 29 anos, até 1997/98...
Nessa edição, o FC Porto de António Oliveira caiu no Grupo D com Olympiacos, Real Madrid e Rosenborg e entrou na competição com derrotas perante cada um desses adversários. 1-0 na Grécia, 0-2 na receção aos merengues e 2-0 na Noruega. Só pontuou à quarta jornada, quando empatou na receção à formação escandinava.
Efemérides do passado são, uma vez mais, dados estatísticos que têm valor apenas como curiosidade. Dados mais produtivos estão na era contemporânea da Liga dos Campeões e no seu novo formato e numa questão-chave: é possível seguir em frente com um arranque tão negativo?
A resposta é sim. No histórico de duas edições já disputadas neste formato, há um exemplo de uma equipa que conseguiu passar à fase a eliminar mesmo sem somar qualquer ponto nas três primeiras jornadas. Essa equipa, curiosamente, foi o Benfica da temporada passada.
Ora, as águias não só foram a única equipa a apurar-se tendo perdido os primeiros três jogos, como o fizeram tendo perdido também o quarto! Derrotas perante Qarabag (2-3), Chelsea (1-0), Newcastle (3-0), e Bayer Leverkusen (0-1) deixaram este representante português à beira do abismo, antes de somar nove pontos nos quatro jogos seguintes para passar com a última vaga - o 24º lugar na tabela.
Conseguirá o FC Porto repetir a proeza?