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O Brasil voltou a ficar fora das dez primeiras posições da Bola de Ouro, prêmio que reconhece os principais jogadores do futebol mundial. Na edição de 2026, realizada nesta segunda-feira (26), em Londres, Vinicius Junior terminou na 17ª colocação e foi o brasileiro mais bem posicionado. O resultado iguala a marca de Maicon, em 2010, e representa o pior desempenho nacional na premiação desde então.
O atacante do Real Madrid encerrou o período avaliado com 28 gols e 16 assistências, mas não conquistou títulos pelo clube nem premiações individuais. Apesar dos números, a temporada não foi suficiente para colocá-lo entre os dez melhores da votação.
Pela Seleção Brasileira, Vini Jr. teve participação importante na Copa do Mundo de 2026, com quatro gols e uma assistência. O desempenho individual, porém, não impediu a eliminação do Brasil nas oitavas de final, após a derrota para a Noruega.
Além do camisa 7 do Real Madrid, o zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal, foi o único outro brasileiro entre os 30 jogadores selecionados para a premiação. O defensor terminou na 21ª posição.
A última edição em que nenhum brasileiro apareceu entre os dez primeiros havia sido a de 2021, quando Neymar ocupou a 16ª colocação e foi o representante nacional mais bem avaliado.
Em 2010, o lateral-direito Maicon também terminou em 17º lugar, posição agora repetida por Vini Jr. Antes disso, o Brasil havia registrado um desempenho inferior em 1995, quando Ronaldo Fenômeno ficou na 26ª colocação.
A edição de 1995 também marcou uma mudança importante na história da Bola de Ouro, que passou a permitir a participação de jogadores de diferentes nacionalidades, desde que atuassem por clubes europeus.
Com Vini Jr. em 17º e Gabriel Magalhães em 21º, o futebol brasileiro encerra a edição de 2026 sem representantes entre os dez primeiros colocados, repetindo uma situação que não ocorria desde 2021.