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Marco Silva, treinador do Benfica, elogiou a reação da equipa na segunda parte, na vitória frente ao Omonia (4-1), na terceira jornada da fase de liga da Liga Europa. Em conferência de imprensa, o técnico das águias sublinhou que a vitória foi «totalmente justa», apontou os erros que a equipa cometeu antes do intervalo e explicou a entrada de Anísio Cabral para o lugar de Vangelis Pavlidis.
«Uma vitória totalmente justa da melhor equipa e da equipa que tinha mais condições para o ser também. Os últimos 25 minutos da primeira parte não foram ao [nosso] nível. Tivemos uma entrada forte na primeira parte, não tivemos muitas oportunidades, mas, depois do 1-0, o jogo estava controlado e do nosso lado. A partir dos 20 minutos, começámos a falhar muitos passes e a perder bolas sem o adversário forçar e eles começaram a acreditar porque lhes demos condições para isso. E, depois, vieram erros que não podem ser normais, daí termos sofrido o golo como sofremos. Retificámos ao intervalo, fizemos entender que o jogo não podia cair uma pasmaceira. Na segunda parte, mais ao nosso nível, mais intensos e objetivos, acima de tudo, nos caminhos para o golo. Criámos golos e mais oportunidades. A reação na segunda parte foi muito boa. Temos de continuar o nosso caminho.»
«São três jogos e três vitórias, neste momento não vale muito mais do que isso. Temos o objetivo de conseguir a qualificação direta e não ter mais dois jogos, fazer aquilo que temos capacidade. Independentemente de rodarmos mais ou menos, é a ambição de fazermos as coisas bem e melhorarmos como equipa. Ao rodarmos temos de perceber o desenvolvimento da equipa e de alguns jogadores. Olhar para a classificação, para nós, não é importante neste momento. Temos de recuperar os jogadores porque temos um jogo muito importante nos Açores.»
«Começámos com dois adversários bem difíceis. Esta fase de liga tem deste tipo de jogos, viagens longas, contra adversários que, no papel, somos claramente favoritos, mas temos de os encarar de forma certa, com ambição. Os jogadores percebem que somos melhores e estamos a dominar e é importante não perder aspetos fundamentais do nosso jogar. A nossa concentração no jogo tem de ser cada vez mais alta. Isso faz com que a equipa vá crescendo. Independentemente de termos alguns jogadores que têm experiência, acabámos com jogadores jovens que não têm tantos jogos internacionais. É importante dar-lhes jogo. Têm sido jogos que temos conseguido vencer e isso é o mais importante.»
«Na preparação para este jogo falamos com os jogadores dos oito dias com competições diferentes, viagens, por isso é que somos o clube que somos e temos de estar sempre no máximo. Isto requer recuperar, estar já no máximo com o Santa Clara e, depois, na quinta-feira [contra o Gil Vicente]. Quero que os jogadores percebam isso, um jogo de futebol requer muita coisas além da qualidade técnico-tática.»
«Eu esperava, não é que não tenhamos confiança no Anísio, mas esperava mais um golo, porque tinha na minha cabeça [substituir] alguns jogadores que têm tido mais jogos e jogaram na seleção, como o Pavlidis, o Fredrik [Aursnes] e o Tomás [Araújo]. Não o fizemos, mas tinha isso em mente. Mesmo que não acontecesse o golo, se calhar ia colocar o Anísio para lhe dar minutos e dar experiência. Será sempre mais fácil para ele quando o jogo está minimamente controlado.»