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FC Porto acusa Proença de inação e defende suspensão de Luciano Gonçalves

Dragões assumiram posição muito crítica relativamente ao estado da arbitragem portuguesa e fizeram um balanço negativo do mandato do presidente da FPF

Assembleia-Geral da FPF (FPF)
Assembleia-Geral da FPF (FPF)

Representado pelos vice-presidentes Tiago Madureira e João Borges na Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Futebol, que serviu para votar o Relatório de Atividades e Contas referente à época 2025/26, o FC Porto pediu a suspensão temporária de Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF.

Sabe o Maisfutebol que os azuis e brancos reforçaram na reunião que o dirigente deixou de ter condições para se manter no cargo, independentemente das conclusões que sejam retiradas após a investigação criminal que está em curso. O FC Porto contrariou a posição publicamente assumida por Luciano Gonçalves, que defendeu que os Estatutos da FPF impedem uma suspensão do cargo.

Pedro Proença, presidente da FPF, também foi criticado pelo silêncio institucional num momento sensível para a arbitragem nacional. Considera o FC Porto que a independência do Conselho de Arbitragem não devia fazer com que Proença se remetesse ao silêncio.

O clube azul e branco aproveitou para fazer um balanço muito negativo do mandato de Proença, que lidera a FPF desde 2025. Entendem os dragões que há problemas na direção técnica nacional, contradições na comunicação institucional e uma crise de confiança provada pelas saídas de quadros da área da arbitragem e que não tem contribuído para a profissionalização e a credibilização da arbitragem. Nesse aspeto, o FC Porto considera que há um desfasamento considerável entre as promessas eleitorais de uma reforma do setor da arbitragem e aquilo que se tem verificado até agora.

«A reforma da arbitragem foi anunciada como uma das bandeiras do seu manifesto eleitoral. Hoje é um dos maiores fracassos políticos da sua presidência», apontou Tiago Madureira, que questionou Pedro Proença sobre se mantém confiança política no presidente do Conselho de Arbitragem. «É tempo de a assumir publicamente, sob pena de esta história terminar ainda pior e de vossa excelência acabar arrastado por ela, não pelo que fez, mas pelo que, podendo e devendo fazer, escolheu não fazer», acrescentou o dirigente do FC Porto.

Tiago Madureira apontou ainda o dedo à Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, organismo que foi liderado por Luciano Gonçalves e que não se pronunciou até agora sobre o caso que incide sobre o líder da arbitragem em Portugal e que levou Duarte Gomes a demitir-se do cargo de diretor-técnico nacional da arbitragem da FPF. O dirigente do FC Porto acusou a APAF de ser uma «caixa de ressonância do Conselho de Arbitragem e que José Borges, sucessor de Luciano Gonçalves, é um representante do mesmo.

Bastante incisivo, o FC Porto exigiu transparência nas contas da APAF. «Que apoios recebe a APAF da FPF? Como são aplicados? Que remunerações foram aprovadas e por quem? Que mecanismos asseguram a independência perante as entidades que financiam o funcionamento da associação, nomeadamente o salário do seu presidente?», questionou Tiago Madureira, que afirmou não ter encontrado os relatórios integrais e pareceres recentes.

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