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O caso Jhon Durán continua a dar que falar e agora é o Arouca a manifestar a sua indignação, confirmou O JOGO. Os responsáveis do clube revelam que também contestaram a decisão de expulsar o extremo Gabriel Rukavina na partida da última jornada, frente ao Alverca, que os lobos venceram por 1-0. O croata foi expulso após picardias entre as duas equipas no final do encontro, tal como André Vidigal, numa situação bastante semelhante ao que aconteceu no Santa Clara-Benfica, com as expulsões de Fernando e Jhon Durán.
De acordo com o relatório do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o jogador do Arouca foi expulso e condenado a pagar uma multa de 281 euros por "uso de expressões ou gestos ameaçadores ou reveladores de indignidade", com o relatório do árbitro Pedro Ramalho a explicar que "após o final do jogo, iniciou um conflito generalizado entre elementos de ambas as equipas encostando a cabeça a um adversário de forma agressiva, tendo sido posteriormente separado por colegas de equipa". No entanto, após os arouquenses pedirem mais esclarecimentos sobre a situação, o mesmo árbitro referiu, no mesmo dia, que "a equipa de arbitragem não conseguiu vislumbrar quem dos dois jogadores expulsos iniciou o conflito generalizado".
O Arouca apresentou dois registos vídeo que alegadamente provam que Rukavina não praticou a ação descrita no relatório do árbitro, referindo que o próprio jogador "nega, igualmente, ter desencadeado o referido conflito", apontando também para a ausência de menção ao referido no relatório do delegado da Liga. O Conselho de Disciplina analisou as imagens e a defesa e concluiu que "não se vislumbra indiciado qualquer abalo à credibilidade probatória reforçada do relato do árbitro, pelo que se confirma a factualidade descrita nos documentos".
Face ao processo disciplinar instaurado aos jogadores do Santa Clara e do Benfica numa situação semelhante, com Jhon Durán a ter tido a possibilidade de disputar a partida desta quinta-feira, frente ao Gil Vicente, o Arouca mostra a sua indignação perante a não despenalização de Rukavina.